Lélia Fraga Martins David encontrou a filha, a advogada Jordana Fraga Martins David, morta com um tiro na cabeça em um terreno baldio ao lado de casa, em Itaberaí, em 2018. Sete anos depois, ela ainda espera por justiça. O principal acusado, o ex-noivo de Jordana, o agropecuarista Luís Felipe Silva Lima, pode enfim ir a júri popular se o Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) mantiver, nesta quinta-feira (19), a decisão de pronúncia.
O Ministério Público (MPGO) defenderá a manutenção do júri, após a defesa de Luís Felipe recorrer para tentar impedir o julgamento pelo Conselho de Sentença. O acusado responde em liberdade e se declara inocente.
As investigações revelaram que o relacionamento dos dois era abusivo, com controle, ciúmes e agressões. No dia do crime, Jordana havia votado e parecia tranquila, mas uma discussão com o então namorado terminou com ela morta com um tiro à queima-roupa. Testemunhas a descreveram como intimidada; ele, irritado.
Após o disparo, Luís Felipe tentou simular um suicídio: reposicionou o corpo e deixou a arma ao lado. Mas as perícias desmontaram a farsa. Minutos depois, ele ligou para a mãe de Jordana preocupado com o próprio revólver, pediu um sanduíche e foi para casa.

“Eu estou sobrevivendo a essa dor, a essa angústia, todos os dias da minha vida”, disse Lélia, dois anos após o crime.
A promotora Elissa Tatiana Pryjmak, que acompanha o caso, reforça que as provas são sólidas e que manter a pronúncia é essencial para que Jordana tenha justiça, especialmente no Mês da Mulher.




