Uma investigação da Polícia Civil apura as circunstâncias da morte de Isabel Cristina Oyama Jacinto Gonzaga, de 59 anos, ocorrida após a realização de um procedimento estético com Polimetilmetacrilato (PMMA) em uma clínica no Setor Marista, em Goiânia. Segundo informações divulgadas pelo portal Mais Goiás, a família da vítima aponta uma série de possíveis falhas na conduta médica, que incluem a ausência de exames pré-operatórios adequados e a realização de consultas exclusivamente online antes da intervenção.
Histórico de saúde
Jéssica Keller, filha de Isabel, relatou que a mãe sofria de diabetes descontrolada, condição que teria sido ignorada pela equipe médica no momento da avaliação. De acordo com o relato familiar, a servidora pública questiona por que não houve uma conduta individualizada, visto que os exames apresentados indicavam que a paciente não estava apta para o procedimento naquele momento. Outro ponto crítico levantado pela família é o fato de a médica responsável ter conhecido a paciente presencialmente apenas no dia da aplicação do produto.
Complicações e pós-operatório
Cerca de cinco dias após a aplicação, Isabel começou a sentir dores intensas e apresentou acúmulo de líquido (seroma) na região tratada. Ao retornar à clínica nove dias depois, foi submetida a uma drenagem onde, segundo a filha, também foi retirado sangue. Jéssica afirma que a médica admitiu a possibilidade de ter atingido um vaso sanguíneo, mas, ainda assim, não teria prescrito anticoagulantes ou exames de sangue básicos, como o Hemograma e o PCR, para monitorar possíveis infecções ou inflamações.
Isabel morreu no último domingo (08), após ser internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em Anápolis com quadro de embolia pulmonar. A família busca esclarecer se a conduta pós-operatória, que incluiu apenas remédios para dor e náusea, foi insuficiente para o quadro clínico da paciente.
Posicionamento
O Instituto de Longevidade, local onde o procedimento foi realizado, informou em nota que a paciente possuía comorbidades pré-existentes, como hipertensão e diabetes, que podem ter influenciado o desfecho. A clínica sustenta, preliminarmente, que não há nexo causal entre o uso do PMMA e a morte. A conduta da médica Dra. Eline Corrêa está sob análise interna. Até o momento, a médica não se pronunciou sobre os questionamentos específicos da família.







