A administração do Aeroporto Internacional Santa Genoveva, em Goiânia, resolveu adotar uma medida rigorosa e física para proteger veículos de usuários. Os carros estacionados no local agora podem receber travas mecânicas nas rodas dianteiras como forma de dificultar a ação de criminosos.
A iniciativa, implementada pela Indigo Brasil (gestora do pátio), foca em modelos que lideram as estatísticas de furtos na capital goiana. O procedimento ocorre de forma proativa: durante as rondas de rotina, agentes de segurança identificam os automóveis mais visados e instalam o dispositivo, sem que haja necessidade de autorização prévia ou presença do proprietário.
Como funciona o bloqueio preventivo
O equipamento utilizado é revestido com material emborrachado, técnica que, segundo a empresa, evita danos à lataria, à roda ou à estrutura dos pneus. A trava atua como uma barreira mecânica adicional, sendo eficaz mesmo contra quadrilhas especializadas que utilizam tecnologia para neutralizar alarmes e sistemas de ignição eletrônica.
Ao retornar de viagem, o passageiro que encontrar seu veículo bloqueado deve seguir as instruções contidas em um aviso deixado no para-brisa. O comunicado direciona o motorista aos canais de atendimento da equipe de segurança para a liberação do bem.
Rigor na liberação e protocolo de segurança
O protocolo de retirada da trava foi desenhado para ser uma camada extra de verificação. Para que o equipamento seja removido, a equipe de pátio exige:
- A apresentação do documento original do veículo;
- A comprovação da identidade do condutor (proprietário ou responsável legal);
- A partida do motor na presença dos agentes.
Essa última etapa visa garantir que o veículo não está sendo retirado por terceiros que possuam apenas uma chave clonada ou façam uso de “ligação direta”.
Contexto da criminalidade em Goiânia
A adoção das travas reflete uma tentativa de resposta ao mapeamento de crimes realizado em conjunto com as autoridades de segurança pública. Embora o aeroporto conte com monitoramento por câmeras (CFTV) e vigilância presencial, a fragilidade dos sistemas eletrônicos modernos diante de dispositivos de bloqueio de sinal (jammers) impôs o retorno a soluções de segurança física.
A Indigo Brasil reforça que a medida faz parte de uma estratégia de gestão de risco e que mantém as coberturas de seguro obrigatórias para a operação do pátio, mas que o foco atual é a prevenção direta para evitar o transtorno do crime consumado ao usuário do terminal goiano.









