O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, participou de um encontro em Goiânia nesta quinta-feira (05/02) para debater a eficácia das políticas sociais e o futuro dos programas de transferência de renda em Goiás e no Brasil. Organizado por Delúbio Soares, o evento reuniu prefeitos, parlamentares e representantes da sociedade civil organizada para discutir o impacto do Bolsa Família e as estratégias de ascensão social.
Durante o almoço, que serviu como espaço de diálogo institucional, o ministro apresentou dados atualizados sobre a situação da fome no país. Segundo Dias, o Brasil registrou uma mudança significativa no cenário de vulnerabilidade nos últimos dois anos. Em 2023, o país contabilizava cerca de 33,1 milhões de pessoas em situação de insegurança alimentar. De acordo com o balanço apresentado, em 2025 esse número foi reduzido drasticamente, com mais de 30 milhões de pessoas transitando para o estado de segurança alimentar.
Foco na ascensão para a classe média
Em seu pronunciamento, Wellington Dias destacou que a meta do Governo Federal para os próximos anos ultrapassa a garantia da alimentação básica. O foco agora, segundo o ministro, é criar mecanismos que permitam que os beneficiários de programas sociais não apenas saiam da linha da pobreza, mas alcancem estratos de renda mais elevados.
“É preciso dar a mão para não só sair da fome, da miséria e da pobreza, mas também da baixa renda e alcançar a classe média e alta”, afirmou o ministro.
Articulação política em Goiás
O evento também serviu como termômetro para a articulação entre o governo federal e as gestões municipais goianas. Estiveram presentes o prefeito de Goiânia, Sandro Mabel; o prefeito da Cidade de Goiás, Aderson Gouvea; e o vereador Tião Peixoto, demonstrando uma convergência de diferentes frentes políticas em torno da pauta social.
Para Delúbio Soares, um dos articuladores do encontro, o diálogo direto com o Ministério é fundamental para que as particularidades do estado de Goiás sejam ouvidas na formulação de melhorias para o Bolsa Família e outros auxílios essenciais, como os voltados à moradia e ao sustento básico das famílias em vulnerabilidade econômica.
O debate encerrou-se com a análise dos desafios regionais para a implementação de políticas que garantam justiça social e o fortalecimento da rede de proteção aos cidadãos de baixa renda no estado.






