A Polícia Civil de Goiás revelou, nesta quarta-feira (4), detalhes alarmantes sobre o caso dos drones carregados com explosivos encontrados em Itaberaí. Segundo as investigações da Operação Cobrança Final, os artefatos seriam utilizados em um atentado direcionado a um empresário local e seus familiares dentro da própria residência.
O crime, que remete a táticas de combate militar, só não foi concretizado devido a uma falha técnica durante a pilotagem. De acordo com a perícia, as duas aeronaves não tripuladas colidiram com uma palmeira no jardim de uma casa na Vila Leonor, o que interrompeu o percurso dos criminosos.
Investigação
A ofensiva policial deflagrada hoje resultou no cumprimento de seis mandados de prisão e de busca e apreensão. O foco da Polícia Civil é desarticular o núcleo operacional e os mandantes por trás do plano. O trabalho de inteligência começou logo após o dia 17 de janeiro, quando os drones foram localizados por uma moradora.
Na ocasião do incidente, o Batalhão de Operações Especiais (BOPE) precisou ser deslocado de Goiânia para realizar a detonação controlada das granadas, dado o alto risco de destruição. O uso desse tipo de tecnologia para fins criminosos acendeu um alerta nas autoridades de segurança pública de Goiás sobre a especialização técnica de grupos criminosos na região.
Motivação e especialização
As principais linhas de investigação apontam para duas possibilidades centrais: extorsão ou acerto de contas. A audácia do grupo, ao introduzir drones armados em ambiente urbano, demonstra um nível de planejamento incomum para crimes patrimoniais convencionais.
Com o material apreendido nesta nova fase da operação, a polícia espera consolidar as provas sobre a cadeia de comando do atentado falho. Os suspeitos agora devem responder por crimes que podem incluir tentativa de homicídio qualificado e posse de artefatos explosivos de uso restrito.








