A Executiva Estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) em Goiás realizou, nesta última segunda-feira (2/2), a primeira reunião formal com os quatro nomes que pleiteiam a vaga de pré-candidato ao Governo do Estado nas eleições de 2026. O encontro marca o início de uma rodada de negociações que visa consolidar uma candidatura única da legenda até o próximo dia 7 de fevereiro.
Os nomes apresentados ao diretório são o vereador Edward Madureira, o ex-deputado Luis César Bueno, o advogado Valério Luis e o jornalista Cláudio Curado. Durante o encontro, os postulantes expuseram suas teses e estratégias para a disputa estadual, sob a coordenação da deputada federal e presidenta estadual da sigla, Adriana Accorsi.
Articulação nacional e prazos
O cronograma estabelecido pelo partido é apertado. A intenção é que o nome escolhido em Goiás seja levado ao pré-lançamento informal da candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, previsto para ocorrer em Salvador (BA) no próximo final de semana.
Para viabilizar a convergência, a deputada Adriana Accorsi deve se reunir nos próximos dias com o presidente nacional do PT, Edinho Silva. O objetivo é alinhar a estratégia regional às diretrizes federais da sigla, garantindo que o palanque goiano esteja em sintonia com a campanha nacional.
Frente Progressista e composição de chapa
A definição do nome interno é apenas a primeira etapa do processo eleitoral para o partido. Após o consenso, a indicação será submetida à chamada Frente Progressista, composta por partidos como PCdoB, PV, Cidadania, Rede e PSOL.
Pautas programáticas
Além da escolha de nomes, a reunião serviu para delimitar o tom da campanha em Goiás. A legenda pretende focar o debate em temas de impacto econômico e social, como a revisão da jornada de trabalho (fim da escala 6×1) e propostas de tributação sobre grandes fortunas.
O movimento busca fortalecer as bancadas legislativas e criar um palanque competitivo em um estado onde a polarização política costuma ser acentuada. A cúpula do partido defende que o processo de 2026 deve priorizar o diálogo direto com a população sobre pautas trabalhistas antes da formalização definitiva das alianças.







