Começa a ser pago nesta segunda-feira (2) o novo salário mínimo nacional, fixado em R$ 1.621. O valor, que representa um aumento de 6,79% em relação ao ano anterior, já deve constar nos contracheques dos trabalhadores brasileiros referentes ao mês de janeiro. Para aposentados e pensionistas do INSS que recebem o piso, o cronograma de depósitos teve início no final de janeiro e segue até a próxima sexta-feira (6).
O reajuste de R$ 103 foi estabelecido pelo Decreto 12.797/2025, seguindo a atual política de valorização do governo. O cálculo combina a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que fechou em 4,18%, somada ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). No entanto, devido às regras do arcabouço fiscal, o ganho real acima da inflação foi limitado ao teto de 2,5%, resultando no índice final de 6,79%.
Com a atualização, o valor diário do trabalho passa a ser de R$ 54,04, enquanto a hora trabalhada equivale a R$ 7,37. De acordo com levantamento do Dieese, a medida impacta diretamente a renda de aproximadamente 61,9 milhões de pessoas, com um potencial de injeção de R$ 81,7 bilhões na economia nacional ao longo deste ano.
Mudanças nas contribuições e benefícios
O novo piso nacional altera a base de cálculo de diversos encargos e benefícios sociais. No caso do INSS, quem recebe o teto da previdência passará a ter o benefício de R$ 8.475,55. Já as alíquotas de contribuição para trabalhadores com carteira assinada (CLT) foram atualizadas: quem recebe até o valor do novo mínimo contribuirá com 7,5%.
Para os Microempreendedores Individuais (MEI) e trabalhadores autônomos, o custo da contribuição mensal também sobe. O valor do boleto DAS-MEI, na categoria padrão (5%), passa a ser de R$ 81,05. Autônomos que optam pelo plano simplificado (11%) pagarão R$ 178,31 mensalmente.
O seguro-desemprego também sofreu alterações. Embora o reajuste seja baseado exclusivamente no INPC (3,90%), a parcela mínima não pode ser inferior ao salário mínimo vigente. Assim, o valor mínimo do benefício passa a ser de R$ 1.621, enquanto a parcela máxima chega a R$ 2.518,65.
Outro ponto de atenção é o salário-família, destinado a trabalhadores de baixa renda. O valor da cota por dependente agora é de R$ 67,54, disponível para quem possui remuneração mensal de até R$ 1.980,38.





