Um corredor de umidade que atua sobre a região central do Brasil mantém o calor acima da média e aumenta o risco de chuvas fortes em Goiás nos primeiros dias de fevereiro. O Cimehgo aponta que o encontro entre altas temperaturas e umidade elevada favorece a formação de instabilidades, com chance de tempestades em diferentes regiões do estado, principalmente a partir da tarde.
O gerente do órgão, André Amorim, afirma que os próximos dias devem seguir o mesmo padrão: o sol aparece pela manhã, mas as nuvens aumentam ao longo do dia e abrem espaço para pancadas de chuva no fim da tarde e durante a noite.
“Temos bastante nebulosidade que vai convergir para áreas de instabilidade. As chuvas estão acontecendo e vão continuar ao longo da semana”, disse.
A previsão desta terça-feira aponta risco de tempestade em cerca de 153 municípios. O número pode subir conforme as atualizações diárias. O alerta inclui cidades do norte, centro e sudoeste do estado e também da região metropolitana, como Goiânia, Anápolis, Aparecida de Goiânia, Formosa, Rio Verde, Luziânia e Valparaíso de Goiás.
O aviso permanece válido até sexta-feira (6) e inclui risco de ventos fortes e granizo. Em áreas específicas, as rajadas podem alcançar 100 km/h, com possibilidade de queda de árvores, danos em estruturas e falta de energia elétrica.
O Cimehgo e a Defesa Civil trabalham de forma integrada na emissão dos alertas e avaliam o volume e o tempo de duração da chuva para definir o nível de risco. Goiás conta atualmente com cerca de 280 pluviômetros, que monitoram o estado em tempo integral, 24 horas por dia.
Os avisos seguem três níveis: amarelo, laranja e vermelho, de acordo com o potencial de alagamentos, enxurradas e transbordamento de rios e córregos. Em Goiânia, a cidade permanece em alerta laranja, com maior probabilidade de chuva intensa entre o fim da tarde e a noite.
André Amorim também chama atenção para a irregularidade do fluxo de umidade, que provoca chuva concentrada em áreas específicas. O cenário permite que um bairro registre temporal enquanto outro fique sem chuva, mas mantém o risco de alagamentos rápidos.
A Defesa Civil orienta a população a acompanhar os alertas oficiais e reforça os cuidados durante os temporais. Em Goiânia, pontos como a Marginal Botafogo, a Avenida 87 e trechos da Avenida José Leandro da Cruz, no Parque Amazônia, costumam registrar transtornos quando a chuva aperta.
A recomendação inclui evitar deslocamentos durante as tempestades, não atravessar ruas alagadas e não estacionar veículos debaixo de árvores ou perto de estruturas metálicas e placas. Em caso de emergência, a população deve acionar o Corpo de Bombeiros (193) e a Guarda Civil Metropolitana (153).





