O lançamento de Assassin’s Creed Shadows pegou muita gente de surpresa, mas não pelo motivo óbvio. Em vez de polêmicas ou promessas exageradas, o que mais chamou atenção foi a qualidade do jogo da Ubisoft.
O que vi de gente comentando: “nossa, parece jogo da Rockstar” (provavelmente uma metonímia para Red Dead Redemption 2). E realmente, os detalhes da neve derretendo podem parecer pouco, mas é um avanço enorme (meio que voltaram aos detalhes dos passos na areia do AC Origins?).
A Ubisoft infelizmente pegou a má fama de ter seus jogos recheados de bugs. O caso mais emblemático talvez seja o lançamento de Assassin’s Creed Unity, o primeiro jogo da franquia exclusivo para a oitava geração de consoles e que precisou de patches e mais patches pra ficar jogável.
Mesmo com todos esses problemas ele é o meu favorito, tanto pelo que prometeu quanto pelo que entregou.
Mas Shadows deixa claro algo que a Ubisoft já descobriu antes, com Assassin’s Creed Origins: tempo extra de desenvolvimento faz diferença. Origins foi o primeiro da franquia a ter um intervalo de dois anos entre os lançamentos, enquanto Unity foi feito às pressas, em apenas um ano, junto com Assassin’s Creed Rogue.
Novamente, ela tem de fugir tanto dos bugs, que os adiamentos ajudaram a minimizar, quanto de outra característica que seus últimos lançamentos têm tido: a repetitividade.
Origins é lindo, Odyssey nem se fala, mas começou a ficar repetitivo com as 500 mil horas de missões paralelas, Valhalla consegue ser bem diferentão mas também é inchado, Mirage tem seus percalços e buscou um retorno às origens.
Por fim, AC Shadows pode ser o sopro de vida que a Ubisoft precisa — ou o último prego naquilo que você está pensando mesmo.