Uma operação de rotina na BR-060, no município de Abadia de Goiás, transformou-se no registro da maior apreensão de skunk — variante da cannabis conhecida como “supermaconha” devido ao alto teor de THC — na história do estado. Ao todo, 1,5 tonelada da substância foi localizada escondida em um caminhão que atravessava o Centro-Oeste na noite de quarta-feira (18).
O flagrante ocorreu durante uma fiscalização no quilômetro da rodovia, após um trabalho de monitoramento que envolveu o cruzamento de dados entre diferentes agências de segurança. A abordagem focou em um veículo de carga ocupado por dois homens, de 29 e 39 anos. Inicialmente, a dupla alegou que transportava apenas portas e estofados automotivos, uma carga comum para o trecho.
Contudo, a narrativa começou a apresentar falhas quando os agentes analisaram a documentação fiscal. Enquanto os ocupantes afirmavam que o destino final era Brasília (DF), os documentos apresentados indicavam o estado de São Paulo como ponto de entrega. A divergência logística, somada ao nervosismo dos suspeitos, motivou uma inspeção minuciosa no compartimento de carga do caminhão.
Ao removerem parte da mobília e das peças automotivas que serviam de “fachada”, os policiais encontraram 49 tonéis lacrados ao fundo do baú. Dentro deles, estava o carregamento de skunk. Segundo as informações colhidas no local, a droga teria saído de Manaus (AM), percorrendo milhares de quilômetros antes de ser interceptada em território goiano.
O skunk possui um valor de mercado significativamente superior ao da maconha comum, o que torna essa apreensão um golpe financeiro relevante para as redes de tráfico que operam entre as regiões Norte, Centro-Oeste e Sudeste. A BR-060 é estrategicamente vigiada por ser um dos principais corredores de escoamento de mercadorias para a capital federal e para o interior do país.
Os dois homens foram detidos em flagrante por tráfico interestadual de drogas. O veículo e todo o entorpecente foram encaminhados à Polícia Civil, onde o caso seguirá sob investigação para identificar os financiadores da carga e a real extensão da rota utilizada pelo grupo.








