A gestão estadual de Goiás oficializou, nesta terça-feira (17/3), em cerimônia realizada no Centro de Convenções de Goiânia, a recepção de novos participantes e a ampliação do programa Aprendiz do Futuro. A iniciativa, que visa a qualificação e a profissionalização de estudantes em situação de vulnerabilidade, alcançou a marca de R$ 453 milhões investidos entre 2021 e o início de 2026.
De acordo com dados oficiais da Secretaria de Desenvolvimento Social (Seds), o programa já beneficiou 16.397 jovens desde sua criação. Atualmente, a iniciativa mantém 8,5 mil aprendizes ativos, com atuação distribuída em todos os municípios goianos. O foco central da política pública é oferecer uma alternativa de renda e formação técnica, visando reduzir os índices de evasão escolar e criminalidade juvenil.
Novos convênios e vagas de emprego

Além da recepção dos estudantes, o evento foi marcado pela assinatura de três parcerias estratégicas que visam garantir que a aprendizagem se converta em emprego efetivo. O primeiro acordo, firmado entre a Seds e a empresa Tahto, prevê a contratação de até 720 jovens, entre participantes atuais e egressos.
Outro avanço importante foi a colaboração com o Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), que destinará 70 vagas para o programa “Jovens de Excelência” na Comarca de Goiânia. Por fim, um protocolo de intenções com a Associação Pro-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (Adial) estabeleceu um canal direto para o encaminhamento de currículos de aprendizes para empresas do setor industrial.
Impacto educacional e mobilidade internacional

O governo associa o sucesso do programa aos resultados obtidos pelo estado no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Para o Executivo, a oferta de uma perspectiva profissional no contraturno escolar é um dos pilares para a liderança de Goiás no ranking nacional de educação.
A estrutura do Aprendiz do Futuro também contempla experiências de intercâmbio. Entre 2022 e 2025, estudantes do programa realizaram viagens de imersão cultural e técnica em capitais europeias como Londres, Paris e Barcelona. Relatos de egressos, como o de João Victor Gonçalves — ex-aprendiz que hoje cursa Medicina Veterinária na UEG após intercâmbio pela Europa —, reforçam a tese de que a qualificação inicial serve como degrau para o ensino superior e carreiras especializadas.
Com a nova expansão, o estado busca consolidar o programa como uma ferramenta de desenvolvimento econômico, focada na transformação da mão de obra jovem em ativos qualificados para o setor produtivo goiano.






