Após dois anos de obras, o prédio histórico do Lyceu de Goiânia será oficialmente entregue à comunidade no dia 23 de janeiro. A unidade, que passou pela primeira grande intervenção estrutural em quase 90 anos, retoma as atividades em 2026 com uma mudança no modelo pedagógico: passa a ser a primeira escola bilíngue (português-francês) da rede estadual de ensino em Goiás.
A reforma, iniciada em janeiro de 2024, recebeu um aporte total de R$ 20 milhões. O montante abrange desde a recuperação da infraestrutura física até a aquisição de novos mobiliários, laboratórios e tecnologias de ensino. Por ser um prédio tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) desde 2005, a obra precisou seguir normas rígidas para preservar as características do estilo Art Déco, marca do Centro da capital.
Estrutura e capacidade
A unidade foi projetada para atender 800 alunos em regime de tempo integral, abrangendo turmas do 8º e 9º anos do Ensino Fundamental e toda a 1ª à 3ª série do Ensino Médio. A estrutura atual conta com 22 salas de aula, auditório, quadra poliesportiva revitalizada e um centro de convivência.
De acordo com dados da Secretaria da Educação, a procura pelas vagas superou a capacidade instalada. No processo de matrícula aberto em dezembro, foram registradas mais de 1,5 mil solicitações para as 800 vagas disponíveis. Um dado relevante é que aproximadamente 30% dos novos estudantes são oriundos da rede privada de ensino.
Impacto no centro
Além do aspecto educacional, a restauração do Lyceu reflete na dinâmica urbana do Centro de Goiânia. A recuperação da fachada e do entorno tem incentivado proprietários de imóveis vizinhos a realizarem melhorias em prédios que também compõem o acervo histórico da região.
No novo projeto pedagógico, o ensino da língua francesa será integrado às disciplinas regulares. A proposta busca resgatar a tradição da instituição que, em suas origens na cidade de Goiás, já mantinha uma vocação para o ensino de idiomas.







