O governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB), anunciou nesta terça-feira (20/10) que vai se licenciar do cargo em novembro para tirar férias. Com o afastamento previsto também do presidente da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), Bruno Peixoto (União Brasil), o comando do Estado deverá ficar temporariamente com o presidente do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), desembargador Leandro Crispim.
O anúncio foi feito durante a inauguração do novo Fórum Cível da comarca de Aparecida de Goiânia. Segundo as informações divulgadas, as datas exatas e a duração das licenças ainda não foram definidas oficialmente. <Cite refs={[“turn328097view0″,”turn328097news4”]}/>
Entenda a linha de sucessão do governo estadual
A mudança temporária ocorre porque Goiás está sem vice-governador desde que Daniel Vilela assumiu o comando do Executivo estadual, após a saída de Ronaldo Caiado (PSD), em abril de 2026.
Nesse cenário, a Constituição Estadual estabelece uma ordem de substituição para os casos de ausência do governador. O primeiro na linha sucessória é o presidente da Alego. Se Bruno Peixoto também estiver afastado ou impedido de assumir a função, a responsabilidade passa ao presidente do TJGO.
Com a coincidência dos afastamentos, Leandro Crispim deverá assumir provisoriamente o governo goiano durante o período de férias de Daniel Vilela.
Afastamento será temporário
A passagem do comando do Executivo para o presidente do TJGO não representa uma mudança definitiva na administração estadual. A previsão é que Daniel Vilela retome as funções após o encerramento de suas férias.
O período exato em que Leandro Crispim ficará à frente do governo dependerá da formalização das licenças do governador e do presidente da Assembleia Legislativa.
A situação coloca o Judiciário na linha de sucessão do Executivo estadual em razão da ausência simultânea das duas principais autoridades previstas para a substituição do governador.
