A sucessão no comando da Câmara Municipal de Goiânia começou a ganhar contornos mais definidos após as eleições de 2026. Com Romário Policarpo (Cidadania) eleito deputado estadual e de saída da Casa, vereadores e diferentes grupos políticos já se movimentam para escolher quem ficará à frente do Legislativo no próximo biênio.
Um dos nomes que entrou oficialmente nessa articulação é o de Thialu Guiotti (Avante). Nesta terça-feira (6), o prefeito Sandro Mabel (União Brasil) tornou pública sua preferência pelo vereador.
“Com relação à presidência da Câmara, nós apoiamos o Thialu Guiotti”, declarou.
A eleição definirá a Mesa Diretora responsável pela condução dos trabalhos da Câmara durante os dois últimos anos do atual mandato de Mabel na Prefeitura de Goiânia.
As negociações pelo comando da Casa também passaram por um almoço do qual participaram Mabel e 25 vereadores, segundo o próprio prefeito.
Romário Policarpo e o presidente da Assembleia Legislativa de Goiás, Bruno Peixoto (União Brasil), também estiveram no encontro.
Apesar do número de parlamentares presentes, a reunião não significa que Thialu já tenha os votos necessários para assumir a presidência. A escolha é feita pelos integrantes da Câmara, e as alianças ainda estão em fase de construção.
Paralelamente às discussões sobre a Mesa Diretora, Mabel anunciou uma mudança na articulação política da Prefeitura dentro do Legislativo. Pedro Azulão Júnior (MDB) passará a exercer a função de líder do governo na Casa.
A cadeira ocupada atualmente por Policarpo desperta interesse de outros vereadores. Ronilson Reis (Solidariedade) já declarou publicamente que pretende concorrer à presidência.
Henrique Alves (MDB) e Geverson Abel (Republicanos) também aparecem nas negociações envolvendo a sucessão, embora ainda não tenham confirmado formalmente que entrarão na disputa.
A definição deve passar por acordos entre diferentes bancadas e grupos da Câmara. Além de conduzir sessões e representar institucionalmente o Legislativo, o presidente participa da organização das pautas que chegam ao plenário.
A composição da próxima Mesa Diretora, portanto, também terá impacto na relação entre a Câmara e a Prefeitura durante a segunda metade do mandato municipal.
Policarpo deixa Câmara após eleição para a Alego
A disputa ocorre ainda em um cenário de mudança no comando do Legislativo. Policarpo, que acumulou quatro mandatos consecutivos na presidência, foi eleito deputado estadual nas eleições de 2026 e deverá deixar a Câmara para assumir uma cadeira na Assembleia Legislativa.
A saída abre uma sucessão sem o atual presidente como candidato e amplia as negociações entre os vereadores.
Com o apoio público de Mabel, Thialu passa a ter o prefeito entre seus aliados declarados. Isso, porém, não encerra a disputa. Para chegar à presidência, o vereador ainda precisará construir maioria dentro da própria Câmara.
