A Prefeitura de Goiânia pretende ampliar para 1,8 mil o número de câmeras públicas de videomonitoramento na capital. O projeto faz parte do programa Goiânia + Segura, apresentado pelo prefeito Sandro Mabel nesta sexta-feira (4), e inclui a integração de equipamentos instalados em imóveis privados.
Das 1,8 mil câmeras previstas, 220 já estão em funcionamento, segundo a administração municipal. Isso significa que o município ainda precisará instalar ou colocar em operação aproximadamente 1,58 mil equipamentos para alcançar a meta anunciada.
A prefeitura também pretende conectar câmeras de estabelecimentos comerciais, condomínios e outros imóveis particulares. Com essa integração, a expectativa é formar uma rede com até 10 mil dispositivos públicos e privados.
O objetivo é concentrar imagens de diferentes regiões da cidade e facilitar o acompanhamento de ocorrências pela Guarda Civil Metropolitana (GCM) e pelas demais forças de segurança. Terminais, praças, parques, corredores de transporte e áreas com grande circulação de pessoas estão entre os pontos que poderão receber os equipamentos.
Apesar do anúncio, a prefeitura não informou o investimento previsto para a expansão, o cronograma detalhado de instalação das câmeras nem como será regulamentado o acesso aos sistemas privados. Também não foram apresentados, no material divulgado, os critérios para armazenamento, compartilhamento e proteção das imagens coletadas.
Centro operacional está previsto para 2028
A estrutura tecnológica planejada inclui mais de 800 quilômetros de fibra óptica e a conexão de 626 prédios públicos. A rede deverá transmitir as imagens para um novo Centro Operacional, cuja entrada em funcionamento está prevista para 2028.
A unidade deverá concentrar o gerenciamento do videomonitoramento e o envio de informações às equipes responsáveis pelo atendimento das ocorrências. A expectativa da gestão municipal é reduzir o tempo necessário para identificar situações suspeitas e direcionar agentes aos locais monitorados.
Durante o lançamento do programa, Mabel afirmou que a estratégia será executada de maneira conjunta entre o município e as forças de segurança. O prefeito também defendeu o uso da tecnologia como instrumento complementar ao trabalho realizado nas ruas.
O comandante da GCM, Gustavo Toledo, disse que as imagens poderão auxiliar na identificação de ocorrências e na definição do deslocamento das equipes. Segundo ele, a expansão da cobertura permitirá que os agentes recebam informações mais rápidas sobre situações registradas em diferentes regiões da capital.
Programa reúne outras ações de segurança
Além do videomonitoramento, o Goiânia + Segura prevê a ampliação da iluminação em praças e parques, a modernização da estrutura da GCM e a aquisição de 111 viaturas. A prefeitura também anunciou a contratação de novos agentes, mas não informou quantos profissionais serão incorporados nem quando ocorrerão as nomeações.
O município informou ainda que mantém operações diárias em pontos de ônibus entre 4h e 6h. A ação mobiliza 40 viaturas e 65 agentes da Ronda Ostensiva Municipal (Romu), com participação do Grupo de Operações com Cães e apoio da Polícia Militar.
A ampliação do sistema representa uma mudança de escala no monitoramento urbano de Goiânia. A execução, no entanto, dependerá da instalação dos equipamentos restantes, da construção da infraestrutura de transmissão e da definição das regras para participação dos proprietários de câmeras privadas.
