O primeiro candidato a governador de Goiás a apresentar vice foi Wilder Morais, do PL. A vice: Ana Paula Rezende.
Empresária, advogada, filha de Iris Rezende e Iris de Araújo, Ana Paula trocou o MDB pelo PL e entrou na chapa de Wilder como fator surpresa.
Naquele momento, Wilder lutava internamente para ser candidato a governador. Teve apoio do presidente do partido, Valdemar Costa Neto.
Flávio Bolsonaro e Gustavo Gayer negociavam com Ronaldo Caiado uma aliança que colocaria Gayer senador junto com Gracinha Caiado, na mesma chapa de Daniel Vilela governador.
Ana Paula Rezende chegou como garantidora de que a candidatura de Wilder Morais era para valer e irreversível.
Luiz do Carmo (PSD) tornou-se vice de Daniel Vilela depois de longo e desgastante processo de peneira interna.
A base governista tinha mais pretendentes em campanha aberta, fato inédito no Estado: José Mário Schreiner (PSD) e Adriano da Rocha Lima (PSD), o preferido de Ronaldo Caiado.
Na exclusão, Adriano foi cuidar da campanha de Caiado a presidente, e Zé Mário é hoje coordenador da campanha de Daniel, ainda contrariado com Caiado.
O vice de Luis Cesar Bueno (PT), Carlos Mundim (PDT), é um dos poucos consensos do que se tornou a coligação Goiás Pode Mais (PT, PSB, PDT, Rede, PV, PCdoB e PSOL).
Primeiro veio Mundim, oficializado candidato na chapa. Depois, Luis Cesar, sacramentado como o nome possível, diante do impossível consenso interno.
Jacqueline Zaiden, a vice de Marconi Perillo, só foi apresentada após a convenção que confirmou o nome do candidato a governador. No dia seguinte.
Jovem, produtora e dirigente rural, sua chegada causou espanto. Positivo, pela novidade. Confirmativo de que o PSDB não conseguiu formar aliança.
Jacqueline estreia na disputa pelo voto. Mas tem política no sangue. Filha de Iturival Nascimento, ex-deputado federal. Irmã do ex-vereador Ituriel Nascimento. Sobrinha do ex-prefeito Iron Nascimento. Em Rio Verde.
Ao vice de Daniel Vilela, Luiz do Carmo, a orientação é o silêncio. Nada de entrevistas. Debates, nem pensar.
Sua missão é evitar atritos e fatos negativos que possam respingar no candidato principal. E fazer campanha nas igrejas e redutos onde tem alguma ascendência.
Sua maior ajuda é não atrapalhar e garantir a pesca de fiéis. O que ele tem feito, com participações especiais em cima da caminhonete das carreatas.
Luiz do Carmo tem experiência política. Conhece as regras e entrega resultados. Foi senador por quatro anos, quando Caiado renunciou para assumir o governo. Age de boa-fé.
Daniel Vilela precisava da conexão com os evangélicos. Sua escolha se deu aí. Não há o que inventar. Só executar o escrito.
Ana Paula Rezende tem missão maior dentro da campanha de Wilder desde que chegou ao PL. Ela faz o que Wilder não faz: campanha.
Na pré-campanha, ela mostrou-se mais candidata ao governo do que Wilder. Foi para as ruas, andou por municípios, movimentou-se por conta própria.
Enquanto Ana Paula se desdobrava nas ruas e redes, Wilder bebia uísque com os amigos e adiava a sua campanha. Seus próprios aliados contavam, incomodados com sua “preguiça” – outra palavra que usam para defini-lo.
Ana Paula Rezende continua fazendo mais do que ele. Ela tem agenda particular, jingle e produz material personalizado nas redes, lembrando a história de seus pais.
O papel de Jacqueline na campanha de Marconi não é o de tocar campanha em separado. Ela puxa agendas ligadas ao agro. E cuida do discurso de conexão com o setor. Mas está próxima do tucano.
Jacqueline mostra personalidade nos conteúdos, procura dialogar com as mulheres, outro público-alvo da campanha, e com os empreendedores.
De chapéu e figurino jovial, ela representa o novo, a novidade, ao lado da experiência, o mote de Marconi na campanha, para não se desligar de seus quatro governos.
Carlos Mundim pouco tem feito de campanha. Falta-lhe estrutura. Até combustível. A motivação já foi maior. Na vontade e na perspectiva de tarefa partidária, a luta continua.
A imagem de Mundim não está presente nem em material oficial de campanha. E não é visto ao lado de Luis Cesar Bueno nas entrevistas. Opção da campanha.
Luis Cesar faz campanha sozinho, sem respaldo de candidatos ao legislativo de sua coligação e do PT, seu partido. Carlos Mundim não faz mais campanha porque está só, dentro da solidão de Luis Cesar.
Caymmi Henrique (UP) é o vice da candidata a governadora Luciana Amorim (UP). Por ora, nada consta. A campanha cumpre registro. Registre-se.
O vice Valdik Ferreira dos Santos, do candidato a governador Danilo Pinheiro Evangelista da Silva, é outro candidato no papel. Ou: sem papel. Ambos são do PCO.
Candidatos a vice que falam e agem como candidatos, não há. Há candidatas. Duas: Ana Paula Rezende e Jacqueline Zaiden.
Ana Paula e Jacqueline têm protagonismo na campanha. Luis Cesar tem obediência. Os demais são figurantes.
