O governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), criticou a pacificação pública entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL). Em publicação feita em sua conta oficial na rede social X nesta quinta-feira (23), o ex-chefe do Executivo goiano comparou o atrito entre os membros da família Bolsonaro ao extinto programa de televisão “Casos de Família”, exibido pelo SBT. Na visão do ex-gestor, o grupo opositor prioriza divergências internas em detrimento de propostas concretas para o país.
Em sua manifestação, Caiado destacou a intenção de construir um projeto político distante do Partido dos Trabalhadores (PT) e de outras correntes ideológicas. A declaração do governador ocorreu logo após o senador e a ex-primeira-dama divulgarem vídeos de retratação nas redes sociais. A crise na família Bolsonaro ganhou espaço público no dia 24 de junho, momento em que Michelle relatou episódios de desentendimento com Flávio por causa de divergências sobre alianças do PL nas eleições municipais e estaduais, com destaque para o cenário no Ceará.
Na ocasião, o senador gravou um pedido inicial de desculpas, recusado de imediato pela madrasta. Paralelamente às investidas para estancar a crise política, o parlamentar lançou um conjunto de propostas voltado ao público feminino. Mais de um mês após o início do impasse, Flávio fez nova retratação pública, aceita por Michelle em gravação posterior. Em evento realizado no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA), em Brasília, a ex-primeira-dama declarou ao Correio Braziliense que o gesto busca restabelecer a paz familiar e a unidade política.
A reconciliação ocorre em um período estratégico para a legenda. O PL realiza sua convenção nacional neste sábado (25), em São Paulo, data reservada para oficializar a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro ao Planalto. Aliados consideravam a ausência de Michelle um obstáculo para a coesão da campanha. Contudo, a ex-primeira-dama ponderou que a participação no evento é incerta e indicou 90% de chance de ausência. A justificativa envolve as limitações impostas à rotina de Jair Bolsonaro, fator que demanda a permanência dela na residência do casal.
