Está muito claro que há um jogo de empurra dentro do PT para fazer da deputada federal Adriana Accorsi a candidata a governadora de Goiás este ano.
Mais claro ainda que, apesar de a torcida interna pela candidatura ao governo ser fogo amigo – em boa parte plano para tirá-la da reeleição para a Câmara dos Câmara -, de fato é ela a única capaz de dar um pouco de alívio e esperança ao PT na eleição.
Ninguém está pensando no bem maior, e despretensiosamente, desprendidamente. Todos, cada um com sua razão, esperam que ela pense desse jeito: mais em todos e menos nela.
Uma definição para a situação dela: sinuca de bico. Outra: companheira é companheira.
Adriana reluta, enquanto o inevitável bate à porta. Inevitável Lula da Silva.
Lula precisa de um palanque. Lula quer uma candidatura local que no mínimo seminua a distância uma derrota local e uma catástrofe.
Nesta recente visita do presidente a Goiás, a pressão foi intensa nos bastidores. Ela sentiu. E resistiu.
Nesta segunda, o partido ficou de chegar ao nome e anunciá-lo, finalmente. Mais uma data marcada e prazo para ela repensar a vida e o futuro.
Adriana Accorsi está preparada como candidata. Mostrou isso como candidata a prefeita de Goiânia. Mostra isso com posicionamentos claros e objetivos no mandato.
As razões pessoas para evita candidatura agora são consideradas. Mas ela negar-se à missão implicará em peso partidário sobre os ombros com consequências indefinidas, mesma que ela seja reeleita deputada.
Há risco em ser e não ser reeleita. Como há em ser e não ser candidata a governadora. Porém risco maior é ficar só mesmo com um mandato federal. O contexto importa para quem quer futuro político.
Fernando Haddad resistiu em São Paulo. Mas hoje é candidato. Já está em campanha. O futuro a Deus pertence. E a Lula lá.
Adriana não é maior que Haddad. Nem menor. Vai ou não vai? É ou não é?
