A Segunda Turma do STF manteve, por maioria, a prisão preventiva do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e de outros três investigados na 3ª fase da Operação Compliance Zero. O relator André Mendonça votou pela continuidade das detenções, afirmando que Vorcaro integra “perigosa organização criminosa armada”. Luiz Fux e Nunes Marques o acompanharam; Gilmar Mendes ainda pode votar até o dia 20. Dias Toffoli declarou-se suspeito.
As investigações da PF apontam que o grupo monitorava pessoas para obter informações sigilosas de sistemas públicos em benefício do núcleo chamado “A Turma”. Mensagens extraídas do celular de Vorcaro revelaram a tentativa de incluir um policial federal no grupo, segundo Mendonça, que rejeitou a tese de defesa de que se tratava de um “mero grupo” de WhatsApp. A organização, disse o ministro, “ainda representa ameaça, com integrantes à solta”.
Vorcaro foi preso em 4 de março e transferido para a Penitenciária Federal de Brasília, onde passa por adaptação de 20 dias. Além dele, estão detidos Fabiano Campos Zettel (cunhado), Marilson Roseno da Silva e Luiz Phillipi Mourão, o “Sicário”, este último morreu na prisão. Mendonça também afastou dois diretores do Banco Central suspeitos de receber propina para atuar como consultores de Vorcaro. A defesa ainda pode recorrer.








