A capital goiana iniciou, nesta sexta-feira (6), um cronograma de arborização urbana focado na neutralização de impactos ambientais de grandes eventos. A iniciativa prevê o plantio de 4.160 mudas de árvores nativas do Cerrado em diversas regiões da cidade, uma medida estratégica para mitigar as emissões de carbono geradas durante a realização do MotoGP Goiânia, programado para ocorrer entre os dias 20 e 22 de março no Autódromo Internacional Ayrton Senna.
O projeto, executado pela Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma), concentra a maior parte das atividades em 12 parques municipais. Entre as áreas contempladas estão os parques das Flores, Nova Esperança, Curitiba, Areião e Cascavel. A escolha dessas localidades visa facilitar a manutenção e o monitoramento do crescimento das espécies, garantindo que o índice de sobrevivência das mudas contribua efetivamente para a biodiversidade local e para a melhoria do microclima urbano.
Compensação ambiental
De acordo com o planejamento técnico da Amma, o volume de mudas foi calculado com base na estimativa de emissão de gases de efeito estufa produzidos pela logística e operação do mundial de motovelocidade. Entre as espécies selecionadas para o plantio estão o Ipê-roxo, o Pequi, a Quaresmeira e a Jabuticabeira, plantas que possuem adaptação natural ao solo e clima da região, exigindo menor intervenção externa após o período de consolidação.
Além da compensação direta para o evento esportivo, a gestão municipal projeta que a área adjacente ao Paço Municipal, onde as primeiras 160 mudas foram inseridas, possa ser convertida futuramente no “Parque do Cerrado”. A medida reforça a malha verde de Goiânia em um momento em que a preservação de biomas nativos dentro de perímetros urbanos se torna crucial para o enfrentamento de ilhas de calor.
Preparativos para o MotoGP
O retorno da modalidade a Goiânia, após um hiato de quase quatro décadas, exige uma logística complexa que vai além da pista. A administração municipal confirmou que o plano de mobilidade para os dias de prova já está definido, incluindo desvios de tráfego e sinalização especial para o fluxo de turistas.
Paralelamente às ações ambientais, setores de serviço como a rede hoteleira, bares e restaurantes passaram por treinamentos específicos para o atendimento ao público internacional. Com a proximidade do evento, a expectativa é que a ocupação de leitos na capital atinja níveis máximos na segunda quinzena de março.









