A passagem de Alisson Sousa Oliveira, de 28 anos, pelo sistema prisional durou menos de um dia. Preso na noite de segunda-feira (16/02) pela equipe das Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (Rotam), o suspeito de furtar cerca de R$ 1 milhão em joias no Passeio das Águas Shopping foi solto na tarde de terça-feira (17/02). A decisão judicial fundamentou-se na ilegalidade da prisão, uma vez que não havia mais o estado de flagrante e inexistia um mandado judicial expedido.
Prisão e a soltura relâmpago
Alisson foi localizado em Santo Antônio do Descoberto, no Entorno do Distrito Federal, portando três relógios e uma corrente de ouro provenientes do crime. Embora tenha confessado a autoria do furto aos policiais, a Justiça de Goiás entendeu que a detenção ocorreu fora do período legal de flagrância — que se caracteriza pela perseguição imediata ou prisão logo após o ato. Como o furto ocorreu entre sábado e domingo e a prisão apenas na segunda à noite, a magistrada determinou o relaxamento da prisão.
Detalhes do furto
As investigações da Polícia Civil apontam que a ação foi minuciosamente planejada. O suspeito relatou ter pago R$ 10 mil a um funcionário de uma ótica vizinha para facilitar seu acesso. Imagens de segurança mostram o homem entrando no estabelecimento por volta das 22h de sábado (14/02). No interior da loja, ele abriu um buraco na parede para acessar a joalheria alvo.
O investigado permaneceu 12 horas dentro do centro de compras. Durante a madrugada, o sistema de alarme chegou a ser acionado, mas uma falha na verificação da equipe de segurança privada permitiu que Alisson continuasse o crime. Ele deixou o shopping por volta das 11h30 de domingo, carregando a mochila com as peças.
Destino das joias e investigação contínua
Em seu depoimento, o suspeito afirmou ter levado o material para Taguatinga (DF), onde teria negociado o lote avaliado em R$ 1 milhão por apenas R$ 56 mil. Alisson alegou que ainda não havia recebido o valor prometido pelos receptadores. A polícia agora trabalha para identificar os compradores e o funcionário da ótica citado pelo suspeito.
Mesmo em liberdade, Alisson Oliveira segue sendo investigado e deve responder pelos crimes de furto qualificado e associação criminosa, caso a participação de terceiros seja comprovada. O shopping reforçou que colabora integralmente com a Polícia Civil.









