A cidade de Campos Belos, no nordeste de Goiás, lamenta a morte de Mariana Melo Soares de Oliveira, que não resistiu aos ferimentos após ter o corpo incendiado pelo ex-companheiro. O crime, registrado pela Polícia Militar (PM) como feminicídio motivado pela não aceitação do término do relacionamento, ocorreu na madrugada do último dia 11 de fevereiro. Mariana faleceu na segunda-feira (16) no Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira, o Hugol, em Goiânia.
Dinâmica do crime
Segundo o boletim de ocorrência, o ataque aconteceu por volta de 1h da manhã. O suspeito utilizou álcool para atear fogo na vítima dentro da residência onde ela vivia. Um familiar relatou às autoridades que encontrou Mariana em chamas, em um cenário de extrema violência que contou com a presença da filha menor de idade da vítima.
A Polícia Militar agiu rapidamente após o acionamento. O suspeito foi localizado dentro de um veículo, estacionado nas proximidades de uma unidade escolar da região. Ele foi preso em flagrante e encaminhado às autoridades competentes. Como o nome do indivíduo não foi oficialmente divulgado, a defesa do investigado não foi localizada para prestar esclarecimentos.
Assistência médica
Devido à gravidade das lesões, Mariana recebeu os primeiros socorros na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Campos Belos, mas precisou ser transferida para a capital paulista devido à necessidade de suporte especializado em queimaduras no Hugol. Foram quatro dias de luta pela vida, mas o óbito foi confirmado pela unidade hospitalar nesta semana.
A Polícia Civil de Goiás já iniciou os procedimentos investigativos para detalhar as circunstâncias do crime. O inquérito deve apurar se já existiam registros anteriores de violência doméstica ou medidas protetivas em vigor. Até o momento, não foram divulgadas informações oficiais sobre o velório e o sepultamento da vítima.
Repercussão
Nas redes sociais, a comoção é grande. Amigos e familiares de Mariana prestam homenagens, destacando sua juventude e o impacto devastador do crime para seus filhos. O caso reforça o debate sobre a segurança pública e o combate à violência contra a mulher no interior de Goiás.







