O cenário político de Goiás passa por uma reconfiguração estratégica com a confirmação da mudança partidária de Bruno Peixoto, atual presidente da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego). O parlamentar comunicou oficialmente que deixará o União Brasil para se filiar ao PRD (Partido Renovação Democrática). A transição deve ocorrer em março de 2026, aproveitando o prazo legal da janela partidária.
A movimentação não se resume a uma troca de legenda. Peixoto chega ao PRD com a missão de presidir a Federação Renovação Solidária, que une o PRD e o Solidariedade em solo goiano. Além do comando estadual, a articulação envolve laços familiares: seu irmão, Wellington Peixoto, assumirá a presidência do PRD no estado. Segundo o deputado, a decisão foi fruto de meses de diálogo com lideranças nacionais, incluindo Paulinho da Força (Solidariedade) e Ovasco Resende (PRD).
Impacto nas alianças e o fator 2026
A saída de Bruno Peixoto ocorre em um momento de tensão interna no União Brasil. A cúpula nacional da sigla, liderada por Antônio Rueda, via no presidente da Alego um nome fundamental para fortalecer a bancada federal em 2026. A permanência do partido na base de apoio ao vice-governador Daniel Vilela (MDB) estava, em parte, atrelada à capacidade de Peixoto em capitanear votos para a legenda atual.
O ato oficial de filiação está programado para o início de março, com a presença prevista de lideranças nacionais em Goiânia. Até lá, o parlamentar aguarda o prazo jurídico necessário para evitar qualquer risco de perda de mandato.








