Na frente da filha de apenas três anos, uma mulher teve o corpo queimado em Aparecida de Goiânia. A família identifica o companheiro da vítima, Raffael Castro da Silva, como autor do crime.
O episódio aconteceu na quarta-feira (28). Somente dois dias depois, na sexta-feira (30), a mãe da vítima, Pauliana Alves Guimarães, descobriu que a filha, Emilli Vitória Guimarães Lopes, estava internada em estado grave na UTI do Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol). Imediatamente, Pauliana denunciou o caso e requereu uma medida protetiva, segundo documentos do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO).
À Polícia Civil, a mãe contou que o suspeito, Raffael, justificou as queimaduras como um acidente doméstico. Ele teria dito que, enquanto preparava o janta, o álcool que usava para limpar a pia explodiu em chamas e atingiu Emilli. Raffael alegou ainda que colocou a vítima no chuveiro para conter o fogo e que ela própria pediu para ele ocultar o fato da família.
“Eles não me avisaram nada. Não me comunicaram nada. E eu fiquei sabendo tudo pela cunhada dela”, desabafou Pauliana.
No hospital, os avós paternos levaram a criança de três anos para uma lanchonete. A esposa do avô questionou a menina sobre o ocorrido. A resposta da neta, registrada no processo, foi direta: “Eu quero a mamãe. O papai jogou fogo na mamãe”.
O avô, Elton José Silva Lopes, detalhou: “Minha esposa perguntou o que tinha acontecido porque ele tinha falado para mim que ela tinha ficado na sala, no sofá. Falou pra mim que quase pegou fogo no sofá junto com a minha netinha. Aí minha netinha falou pra ela”.
Pauliana também revelou aos investigadores que a filha já tinha histórico de agressões por parte do companheiro. Emilli chegou a se refugiar na casa da mãe por alguns dias, mas optou por voltar e manter o relacionamento.
Até o fechamento desta reportagem, o Hugol não havia divulgado novas informações sobre o quadro de saúde da vítima.
As autoridades tratam o caso como violência doméstica. Dados do TJ-GO indicam que, até a última atualização, o suspeito não havia sido preso.





