A morte do cão Orelha, em Florianópolis, segue gerando indignação e desdobramentos que agora alcançam o campo da análise espiritual. Em declarações diretas à coluna de Fábia Oliveira, no Metrópoles, a astróloga e escritora Monica Buonfiglio não poupou termos ao classificar o comportamento dos adolescentes envolvidos no crime. Para a espiritualista, a violência extrema aplicada contra o animal não é um fato isolado, mas o reflexo de uma “maldade impregnada no espírito”.
Reencarnação e a persistência da crueldade
Baseando-se nos princípios da teosofia, Buonfiglio afirmou que atos de violência dessa magnitude contra seres indefesos indicam traços de caráter moldados em existências anteriores. Segundo sua análise, o principal agressor — responsável por cravar uma madeira na cabeça do animal — carrega uma carga espiritual negativa que se manifesta novamente nesta vida.
“Esse rapaz já era cruel em vidas passadas. Essas cascas da maldade estão impregnadas no espírito dele. Ele volta como um ser mau, vai morrer e numa outra vida futura ele vai voltar pior ainda”, declarou a astróloga. Ela foi enfática ao diferenciar a responsabilidade espiritual dos quatro jovens: embora outros três tenham participado do episódio, o foco da “maldade absoluta” estaria concentrado no executor direto da agressão fatal.
A falha no sistema
Além da leitura metafísica, Monica Buonfiglio criticou duramente o cenário de impunidade que, segundo ela, retroalimenta o ciclo de violência no Brasil. Ao comentar que “não vai acontecer nada” em termos de punição severa, ela ecoou o sentimento de revolta de parte da população que acompanhou o caso.
Para a espiritualista, a ausência de consequências legais imediatas e rígidas permite que indivíduos com histórico de crueldade continuem a agir sem freios morais ou civis. Ela ressalta que a análise espiritual não anula o dever do Estado em aplicar a lei, mas ajuda a entender a origem de comportamentos que chocam pela falta de empatia.
Atualmente, os adolescentes envolvidos respondem por ato infracional análogo ao crime de maus-tratos. O caso segue sob monitoramento da Justiça de Santa Catarina, enquanto entidades de proteção animal em todo o país utilizam a tragédia como símbolo na luta por direitos e segurança para os animais comunitários.








