A médica e influenciadora digital Raphaella Brilhante afirmou ter sido vítima de tentativa de feminicídio durante o relacionamento com o cantor paraibano João Lima. O caso veio a público após a divulgação de vídeos e áudios que mostram episódios de violência doméstica, além de relatos detalhados da vítima sobre agressões físicas e psicológicas ocorridas ao longo do casamento, que durou cerca de dois meses.
Em um vídeo divulgado nas redes sociais, Raphaella relatou que, além das agressões físicas já amplamente repercutidas, teria sido ameaçada com uma faca pelo então companheiro. Segundo ela, em uma das ocasiões, João Lima teria mandado que ela tirasse a própria vida e, diante da recusa, a teria ferido no pulso. “A sensação que eu tenho é que eu sobrevivi”, afirmou a médica, visivelmente abalada.
De acordo com o relato, os episódios de violência teriam começado poucos dias após o casamento, ainda durante a lua de mel. Raphaella afirmou que as agressões eram motivadas, principalmente, por crises de ciúmes e, em alguns momentos, aconteciam sem motivo aparente. Em um dos depoimentos, ela descreveu ter sido agredida enquanto realizava tarefas domésticas, além de relatar tentativas de sufocamento.
Áudios divulgados pela imprensa mostram uma conversa entre o casal, na qual Raphaella confronta o cantor sobre as agressões. Na gravação, João Lima afirma não se lembrar dos episódios e atribui o comportamento ao que chamou de “demônio”. A médica rebate e diz que a violência foi recorrente desde o início do casamento.
Após a repercussão do caso, Raphaella registrou ocorrência na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), em João Pessoa. A Justiça decretou a prisão preventiva do cantor, que se apresentou à polícia e teve a detenção mantida após audiência de custódia. Ele foi encaminhado para a Penitenciária Desembargador Flóscolo da Nóbrega, conhecida como presídio do Róger.
Além da prisão, a Justiça concedeu medida protetiva à vítima, determinando que João Lima mantenha distância mínima de 300 metros e não tenha qualquer tipo de contato com a ex-esposa ou familiares. A Polícia Civil segue investigando o caso.
Casos de violência contra a mulher podem ser denunciados pelos números 180 (Central de Atendimento à Mulher), 190 (emergência) ou 197 (Polícia Civil).






