O celular caiu na água ou ficou encharcado após um acidente doméstico. Apesar do susto, ainda existe a possibilidade de recuperar o aparelho se o usuário adotar os procedimentos corretos indicados pelos fabricantes.
Empresas como Samsung, Apple e Motorola orientam sobre o que fazer — e o que evitar — quando o smartphone entra em contato com água ou outros líquidos. A principal recomendação é manter a calma e agir rapidamente. Colocar o telefone em arroz, prática comum entre usuários, não faz parte das orientações oficiais.
O que você deve fazer imediatamente
Fluxo de ar: Posicione o telefone em um local seco, preferencialmente diante de um ventilador. A Apple sugere aguardar 24 horas, enquanto a Motorola recomenda 48 horas de secagem total.
Desligue o aparelho: A Samsung alerta que a umidade gera corrosão imediata nos componentes internos.
Banho de limpeza: Se o celular caiu no mar, na piscina ou em bebidas, mergulhe-o em água limpa por 1 a 3 minutos. Isso remove o sal, o cloro e resíduos pegajosos.
Remova o excesso: Bata levemente no topo do aparelho com o conector USB para baixo. Em seguida, use um pano seco para enxugar a parte externa. Em seguida, é necessário colocar o telefone em um ambiente seco e bem ventilado, como próximo a um ventilador, para permitir a evaporação gradual da água.
Caso o aparelho exiba um alerta de umidade na tela, recurso presente em iPhones e em alguns modelos da linha Samsung Galaxy, isso indica a presença de água nos conectores. Nessa situação, os fabricantes recomendam manter o telefone em local seco por pelo menos 24 horas, no caso da Apple, ou até 48 horas, conforme orientação da Motorola.
O que evitar a todo custo
Arroz e Cotonetes: Pequenas partículas de arroz ou fiapos de algodão danificam os orifícios de saída de som e as entradas USB-C ou Lightning.
Calor e Cabos: O secador de cabelo pode derreter colas internas e descolar a tampa traseira. Além disso, usar o cabo de energia com o aparelho úmido corrói os pinos do conector. Se precisar de carga urgente, utilize apenas carregadores sem fio (após secar a traseira).
Se o usuário precisar recuperar informações urgentes e o celular estiver descarregado, uma alternativa segura, desde que compatível, é utilizar um carregador sem fio. Antes disso, é essencial secar completamente a parte traseira do aparelho.
Nem todas as exposições à água causam o mesmo impacto. Caso o problema persista, a recomendação é procurar a assistência técnica autorizada do fabricante para avaliação especializada.
O uso de cabos com o aparelho molhado também representa risco. A Apple destaca que a umidade pode corroer os pinos dos conectores, provocar danos permanentes e comprometer o funcionamento do dispositivo. Fontes externas de calor, como secadores de cabelo ou jatos de ar comprimido, também não devem ser utilizadas, pois podem deslocar componentes internos ou descolar a tampa traseira.
A resistência do celular à água varia conforme o modelo. Aparelhos mais antigos, com tampas removíveis e partes móveis, apresentam maior vulnerabilidade à umidade. Já os smartphones mais modernos adotam estruturas seladas, com menos partes móveis, o que reduz a entrada de líquidos, embora aberturas como alto-falantes, microfones, gaveta do chip e conector de energia permaneçam expostas.
Os fabricantes utilizam a certificação IP, criada pela Comissão Eletrotécnica Internacional (IEC), para indicar o nível de proteção contra poeira, impactos e líquidos. O primeiro número da classificação indica a proteção contra sólidos, enquanto o segundo informa a resistência à água. Mesmo assim, a certificação não garante proteção total, pois cada situação depende das condições de uso.

Modelos mais caros costumam contar com certificações IP67 ou IP68, que permitem submersão temporária em até 1 metro ou 1,5 metro de profundidade por até 30 minutos. Alguns aparelhos possuem a classificação IP69, que adiciona resistência a jatos de água sob alta pressão e temperatura.
Apesar disso, a Samsung alerta que a exposição além dos limites estabelecidos pode danificar o aparelho e resultar na perda da garantia. A Motorola reforça que situações fora dos parâmetros de certificação não recebem cobertura.
Já smartphones de entrada geralmente apresentam certificação IP53 ou IP54, que oferece proteção apenas contra poeira, respingos e borrifos de água. Nesses casos, o usuário não deve mergulhar o aparelho, exceto quando houver necessidade de remover impurezas após contato com líquidos.










