O desaparecimento da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, completa quatro semanas em um cenário de perguntas sem respostas. O caso, que marca a cidade turística de Caldas Novas, desafia a Polícia Civil de Goiás devido a um “ponto cego” temporal: o trajeto entre o elevador e o subsolo do condomínio onde reside, no centro da cidade.
Portas trancadas
Diferente de casos comuns de desaparecimento, o de Daiane é marcado por inconsistências dentro da sua própria residência. Ao descer para verificar o quadro de energia após um apagão em seu apartamento em 17 de dezembro, a corretora tomou uma atitude rotineira: deixou a porta aberta.
No entanto, quando as buscas começaram, a família encontrou o imóvel trancado. Outros detalhes reforçam a tese de que ela não pretendia se ausentar por muito tempo:
- Óculos de grau: Essenciais para ela, foram deixados para trás.
- Vestimenta: Saiu de chinelos e bermuda, sem levar bolsas ou malas.
- Último registro: Um vídeo gravado dentro do elevador, enviado para uma amiga momentos antes de a porta se abrir no subsolo e ela desaparecer das lentes das câmeras de segurança.
Conflitos judiciais no radar da Polícia
A investigação, conduzida pelo delegado Alex Miller, não descarta nenhuma linha de ação, mas um ponto ganha atenção especial: o histórico recente de Daiane. Segundo familiares, a corretora travava disputas judiciais contra a administração do próprio condomínio, com processos que se estenderam ao longo de 2025.
Até o momento, a ausência de “rastros digitais” intriga os agentes. Não houve qualquer movimentação nas contas bancárias da vítima desde o sumiço, e as varreduras periciais no entorno do edifício não indicaram sinais de violência ou luta corporal.
Mobilização

A estagnação do caso gerou uma reação direta da família. Nilse Alves Pontes, mãe de Daiane, tem liderado uma campanha que utiliza desde carros de som nas ruas de Caldas Novas até as redes sociais para cobrar agilidade.
A cobrança por respostas ganhará um novo palco no próximo sábado, 17 de janeiro. Um ato público está programado para a Praça Tubal Vilela, em Uberlândia (MG), marcando o primeiro mês do desaparecimento e buscando visibilidade nacional para o caso ocorrido em solo goiano.










