Peritos da Polícia Científica analisaram, nesta quinta-feira (22), um carro que pode ter relação com o desaparecimento da corretora de imóveis Daiane Alves, em Caldas Novas. Os profissionais realizaram a perícia forense no veículo e aplicaram luminol para identificar possíveis vestígios de sangue, mesmo após tentativas de limpeza. A equipe também recolheu objetos pessoais no apartamento da vítima para a criação de um perfil genético que permita comparações.
A investigação busca confirmar a presença de material biológico de Daiane no interior do automóvel. As autoridades não informaram quem seria o proprietário do veículo analisado.
Uma das linhas de apuração considera que Daiane pode ter deixado o condomínio dentro de um carro, possivelmente sob coação. A perita criminal Núbia Miranda Vieira explicou que o delegado apresentou o veículo à equipe técnica, que realizou exames em busca de sangue e outros vestígios biológicos. Segundo ela, o laudo deve ficar pronto em até 20 dias.
Daiane desapareceu em 17 de dezembro, após sair do próprio apartamento para verificar uma queda de energia elétrica no subsolo do condomínio onde morava. Câmeras de segurança registraram a corretora entrando no elevador por volta das 19h enquanto gravava um vídeo no celular para relatar o problema. As imagens mostram que ela desceu até a portaria, conversou rapidamente com um funcionário e retornou sozinha ao elevador com destino ao subsolo.
A partir desse momento, não surgiram novos registros. As câmeras não flagraram Daiane saindo do prédio, nem pela portaria nem pela garagem, tampouco retornando ao apartamento. O segundo vídeo iniciado por ela no subsolo nunca chegou a ser enviado, o que reforça a suspeita de que um fato inesperado ocorreu naquele local.
A Polícia Civil quebrou o sigilo bancário da corretora e não identificou qualquer movimentação financeira após o desaparecimento. O celular de Daiane também permanece sem atividade, apesar das buscas técnicas realizadas na região. No apartamento, investigadores encontraram documentos pessoais e um óculos de grau, o que indica que a saída deveria ser rápida.
A Polícia Civil de Goiás (PCGO) informa que mantém todas as hipóteses em análise e segue com as diligências.







