No dia 8 de junho, às 18h, foi publicado nesta coluna um texto com o seguinte título:
E agora, PT? Luis Cesar Bueno por todos, ou cada um por si?
Lá pelo meio, estava escrito:
A grande questão, porém, é outra: Luis Cesar não é um nome que empolga geral na aliança de esquerda.
Vão abraçar a candidatura de Luis Cesar Bueno ou fazer de conta?
Vai ser um por todo e todos por um, ou cada um por si e Lula que se vire?
Lavar as mãos ou soltar a mão?
(Abaixo, tem o link para quem quiser conferir na íntegra.)
Naquele momento, Luis Cesar era apresentado como o candidato a governador pelo PT e partidos aliados. E o clima não era bom.
Andava quente a discussão se sua candidatura era pra valer ou se Adriana Accorsi ainda refluiria da decisão de não disputar o governo, como queriam Lula e o PT. Motor da nota dela cravando o “não é não”.
“Luis Cesar é candidato pra valer?” continua uma questão aberta na legenda, em termos diferentes.
Não é mais por legitimidade ou por indefinição interna. Isso está superado. Ela se impõe como dilema e desafio.
Luis Cesar Bueno, sozinho, não vai longe. Abraçado como candidato pelo PT e partidos de esquerda, cumprirá com louvor, quem sabe, a missão de ser o palanque que Lula precisa no Estado. O mínimo do impossível.
Permite inclusive sonhar mais alto, como convém a todo candidato que não dorme em paz nos limites do possível.
Todos no PT perderam com a longa espera por um candidato, com o desgaste de meses numa exposição nada lisonjeira das vísceras internas.
Mas agora todos podem ganhar, principalmente os candidatos a deputado federal, pomo da discórdia transversal.
Podem, se ao menos pararem de perder tempo com as diferenças e darem atenção ao que importa indistintamente: os interesses que os unem na coligação.
Não é apenas Lula que sai no lucro com uma candidatura consistente para o governo.
E tudo esbarra na decisão de fazer de Luis César um nome fortalecido pela unidade e a convergência interna – no PT e esquerda.
Se o partido ajudará ou não a levar a eleição para o 2º turno; se dará mais ou menos votos a Lula do que na eleição passada; se disputará ou não o 1º lugar – detalhes.
O PT de Goiás caiu na própria armadilha do discurso sem prática. Morreu de fogo amigo. Em outubro a vitória será a ressurreição. O tamanho e a qualidade da vitória.
Depois de Caiado, há um vácuo de poder em Goiás pronto para ser ocupado. Mas só os vivos herdarão o reino.
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