Um caso de extrema crueldade contra animais chocou os moradores do Setor Castelo Branco, em Goiânia. Johnny, um cão comunitário conhecido e cuidado pela vizinhança, sofreu queimaduras graves após ser atingido por um líquido escaldante no último dia 5 de março. O caso ganhou repercussão nesta semana após a divulgação de imagens de câmeras de segurança que registraram o momento do ataque.
Nas imagens obtidas pela TV Anhanguera, é possível observar o animal descansando na calçada quando uma mulher se aproxima e despeja o líquido sobre ele. Johnny sai correndo imediatamente, uivando de dor. Segundo os moradores que o socorreram, o líquido utilizado seria óleo quente, o que causou ferimentos profundos no couro e na carne do animal.
Versões conflitantes
Em declaração oficial, a suspeita, identificada como Cassilda Ferreira de Almeida, negou a intenção de ferir o animal. Ela afirmou que estava realizando a limpeza da calçada e utilizou uma mistura de água com água sanitária, alegando que o cão foi atingido acidentalmente.
No entanto, a perícia técnica solicitada pela Polícia Civil de Goiás (PCGO) contradiz essa versão preliminar. De acordo com a delegada Simelli Lemes, do Grupo de Proteção Animal (GPA), o exame confirmou que Johnny sofreu queimaduras térmicas de terceiro grau em aproximadamente 50% do corpo. A gravidade das lesões corrobora o intenso sofrimento relatado pelas testemunhas.
Estado de saúde e implicações legais
Johnny está sob cuidados de moradores e voluntários, mas seu quadro ainda inspira cuidados críticos. Segundo a técnica em veterinária Estefânia Mota Alves, o cão apresenta episódios de febre e necessita de internação para administração de medicamentos endovenosos. O maior risco no momento é a evolução para uma infecção generalizada (sepse), que pode ser fatal.
O crime de maus-tratos a animais, quando envolve cães ou gatos, é tipificado com penas severas no Brasil. Caso seja condenada, a autora pode enfrentar até 5 anos de reclusão, além do pagamento de multa e proibição de guarda de animais. A delegada Simelli reforçou que, com a materialização do crime por meio da perícia, os próximos passos envolvem a oitiva oficial de todos os envolvidos.





