O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (27) que Brasil e Estados Unidos estão próximos de um acordo para encerrar o impasse sobre as tarifas impostas a produtos brasileiros. Em entrevista coletiva concedida em Kuala Lumpur, na Malásia, Lula disse estar “convencido” de que a questão será resolvida nos próximos dias.
“Tive uma boa impressão da conversa com o presidente Donald Trump e acredito que logo não haverá mais problema entre Estados Unidos e Brasil”, afirmou. O encontro ocorreu no domingo (26), e, segundo Lula, o diálogo foi “franco e construtivo”.
O presidente reforçou que o Brasil não tem déficit comercial com os Estados Unidos — argumento usado por Washington para justificar as tarifas. “Não estou pedindo nada além do justo. Os EUA têm superávit com o Brasil, portanto não há motivo para taxação”, declarou.
De acordo com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, as equipes técnicas dos dois países devem se reunir nas próximas semanas para definir um cronograma de negociações. “A meta é construir um acordo satisfatório para ambos os lados”, disse. O secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Márcio Rosa, acrescentou que as tratativas estão “avançando espetacularmente bem”.
Lula também afirmou ter se colocado à disposição para ajudar nas negociações envolvendo a Venezuela. “O Brasil não tem interesse em guerra na América do Sul. Nossa luta é contra a fome e a miséria”, disse.
O presidente aproveitou para convidar Trump a participar da COP30, conferência da ONU sobre mudanças climáticas que será realizada em novembro de 2025, em Belém (PA).
Durante a viagem à Ásia, Lula destacou ainda o interesse em fortalecer relações com Indonésia e Malásia — esta última com apoio do Brasil para integrar o Brics como membro pleno.
Ao completar 80 anos, Lula disse viver “o melhor momento da vida”. “Nunca me senti tão vivo e com tanta vontade de viver”, afirmou.
*Com informações da Agência Brasil
