O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou nesta terça-feira (21) os limites de gastos de campanha para as eleições de 2026. Em Goiás, os candidatos ao governo do estado poderão gastar até R$ 17,3 milhões, somando os dois turnos. No primeiro turno, o teto é de R$ 11,5 milhões; no segundo, caso haja, mais R$ 5,7 milhões.
O cálculo é feito com base no tamanho do colégio eleitoral. Segundo o TSE, Goiás tem 5 milhões de eleitores aptos a votar neste ano, uma redução de quase 50 mil pessoas em relação a 2024, quando o estado registrava 5,1 milhões.
Os limites valem para todos os pré-candidatos já colocados na disputa: o governador Daniel Vilela (MDB), que tenta a reeleição; Marconi Perillo (PSDB); Wilder Morais (PL); e Luis César Bueno (PT). Os nomes ainda precisam ser oficializados nas convenções partidárias, que ocorrem até 5 de agosto.
O valor divulgado pelo TSE é o teto máximo; não significa que os candidatos receberão esse montante de seus partidos. A distribuição efetiva dos recursos depende das direções partidárias, que costumam concentrar os repasses nos nomes com maior chance de chegar ao segundo turno.
O que muda
A divulgação dos limites estabelece o tamanho financeiro da disputa. Os valores mostram que a campanha em Goiás mobilizará recursos significativos, mas ainda inferiores aos de estados com colégios eleitorais maiores.
Os partidos definirão internamente a distribuição dos recursos do Fundo Eleitoral. As convenções partidárias, que ocorrem entre 20 de julho e 5 de agosto, oficializarão os nomes e as estratégias financeiras de cada campanha.
