O candidato ao Governo de Goiás Marconi Perillo (PSDB) afirmou que, caso seja eleito, pretende implantar a entrega domiciliar de medicamentos de alto custo e ampliar políticas públicas destinadas a pessoas neurodivergentes e às chamadas mães atípicas. As propostas foram apresentadas durante debate realizado na noite desta segunda-feira (14), na TV Atual Record News.
Entre as medidas anunciadas está a inclusão de professores especializados na rede estadual de ensino e a oferta de cursos de capacitação em parceria com a Universidade Estadual de Goiás (UEG). Marconi também afirmou que pretende incluir famílias em situação de vulnerabilidade social em programas habitacionais, como o PIX Moradia e o PIX Reforma.
Segundo o candidato, as propostas foram elaboradas após reuniões realizadas durante a campanha com representantes de famílias de pessoas neurodivergentes.
“Nesta campanha, fiz diversas reuniões com representantes destas famílias. E me comprometi com elas a criar ações na saúde que as beneficiem”, afirmou.
Durante o debate, Marconi também citou iniciativas adotadas durante seus mandatos anteriores, entre elas a criação do Centro Estadual de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (Crer), inaugurado em setembro de 2002. Atualmente, a unidade oferece, entre outros serviços, atendimento a crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Medicamentos em casa
Na área da saúde, uma das propostas apresentadas pelo candidato é criar um sistema de entrega domiciliar de medicamentos de alto custo disponibilizados atualmente pelo Centro Estadual de Medicação de Alto Custo Juarez Barbosa, em Goiânia.
Segundo Marconi, a medida teria como objetivo reduzir os deslocamentos de pacientes do interior e da Região Metropolitana até a capital para retirada dos medicamentos.
“Os pacientes não enfrentarão mais viagens exaustivas e nem terão que arcar com custos com deslocamento apenas para garantir suas medicações”, disse.
O candidato também voltou a afirmar que pretende reduzir as filas por exames e cirurgias eletivas nos primeiros quatro meses de uma eventual gestão. Ele não detalhou, durante a apresentação das propostas, como seria feita a execução da meta nem os recursos necessários para alcançá-la.
Marconi criticou ainda a situação da rede estadual de saúde e defendeu uma reestruturação do sistema.
“O cenário atual da saúde em Goiás é de colapso total. Hospitais públicos operam no limite, com macas espalhadas pelos corredores e pacientes em situação de abandono”, declarou.
Outra proposta mencionada foi a criação de um “Vapt Vupt da Saúde”, modelo que, segundo o candidato, teria como objetivo concentrar e simplificar serviços e procedimentos administrativos ligados ao atendimento público.
Marconi também reiterou a intenção de alterar o modelo de gestão do Ipasgo. O candidato defende que o instituto volte a ter maior participação dos servidores em sua administração.
