O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) afirmou nesta quinta-feira (13) que a filiação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao partido Missão não ocorreu por meio de um ataque hacker ao sistema da Justiça Eleitoral. Segundo a Corte, o registro foi feito com o uso indevido da ferramenta por alguém que possuía credenciais da legenda para realizar filiações.
A filiação de Flávio ao Missão foi registrada na quarta-feira (12) e provocou a suspensão automática de seu vínculo com o Partido Liberal. A mudança impediu, temporariamente, que o senador registrasse sua candidatura à Presidência da República pelo PL.
Diante do caso, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, encaminhou uma representação à Procuradoria-Geral Eleitoral e determinou a instauração de inquérito pela Polícia Judiciária para identificar o responsável pela alteração.
Filiação foi registrada com credenciais do Missão
De acordo com o TSE, não houve invasão aos sistemas da Justiça Eleitoral. A alteração teria ocorrido a partir de uma conta que possuía autorização para utilizar a ferramenta de filiação partidária vinculada ao Missão.
O partido, por sua vez, afirma ter sido vítima de uma filiação fraudulenta. A legenda declarou que não tinha interesse em receber Flávio como integrante e informou ter tomado medidas para tentar cancelar o registro.
O Missão também afirmou ter comunicado o caso às autoridades e se colocado à disposição para fornecer informações que possam ajudar na identificação do responsável pela operação.
Caso afeta registro da candidatura
A filiação ao Missão gerou um problema para a candidatura de Flávio Bolsonaro porque, enquanto o registro permanecer ativo, ele não pode formalizar sua candidatura pelo PL. A situação ocorre às vésperas do fim do prazo para registro das candidaturas, que termina no sábado (15).
A equipe do senador classificou o episódio como uma fraude e pediu ao TSE o cancelamento da filiação ao Missão e o restabelecimento do vínculo com o PL. A campanha também havia levantado inicialmente a possibilidade de uma invasão aos sistemas.
O caso agora será investigado pelas autoridades eleitorais e pela Polícia Judiciária, enquanto o pedido de desfiliação de Flávio do Missão permanece sob análise do TSE.
Atualização
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, determinou o restabelecimento imediato da filiação do senador Flávio Bolsonaro ao Partido Liberal (PL). A decisão anula o registro indevido junto ao partido Missão — efetuado com credenciais legítimas da própria legenda, e não por ataque hacker — e libera o PL para formalizar a candidatura do parlamentar à Presidência da República até o prazo final. A Justiça Eleitoral e a Polícia Judiciária mantêm as investigações para identificar o autor da fraude no sistema.
