O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) anunciou que Roberto Azevêdo, ex-diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), ficará à frente da formulação do programa de Diplomacia e Comércio Exterior. Mas quem é o diplomata que agora integra o plano de governo do ex-governador de Goiás?
Roberto Azevêdo é diplomata de carreira, formado pelo Instituto Rio Branco, e também engenheiro elétrico pela Universidade de Brasília (UnB). Sua trajetória na diplomacia brasileira inclui postos em Washington, Genebra e Montevidéu, além de ter sido o representante do Brasil junto à OMC a partir de 2008.
Em 2013, alcançou um feito histórico: foi eleito diretor-geral da OMC, tornando-se o primeiro latino-americano a ocupar o cargo. Venceu a disputa contra candidatos apoiados por Estados Unidos e União Europeia. Sua gestão foi marcada por esforços para destravar a Rodada Doha e pela condução do órgão em meio a crescentes tensões comerciais globais.
O desempenho lhe rendeu uma recondução por consenso em 2017; caso raro em um organismo multilateral. Concluiu o segundo mandato em 2021, deixando a OMC com a imagem de um negociador habilidoso e respeitado.
Após deixar a organização, Azevêdo passou a atuar no setor privado, inclusive assessorando o setor produtivo brasileiro em negociações nos Estados Unidos. Segundo Caiado, foi justamente essa combinação de experiência pública e privada, aliada ao reconhecimento internacional, que motivou o convite.
Azevêdo contribui há semanas com Roberto Brant, coordenador do plano de governo, que destaca a necessidade de “realismo” diante do recrudescimento do protecionismo global. A incorporação do ex-diretor geral da OMC é uma tentativa de dar densidade técnica ao programa e marcar posição contra a politização da política externa.
