O Distrito de Inovação e Inteligência Artificial vai além da tecnologia. O projeto, lançado nesta terça-feira (30/6) pelo governador Daniel Vilela, prevê a revitalização de 91 hectares do Setor Leste Universitário, em Goiânia, com intervenções urbanísticas que alteram tráfego, priorizam pedestres e requalificam marcos como a Praça Universitária e a Biblioteca Marieta Telles.
O plano inclui espaços de convivência, auditórios, cafés e lounges abertos ao público. A proposta urbanística negocia com a Prefeitura a criação de uma Área de Interesse Especial, com IPTU progressivo, isenção de ITBI e flexibilização de regras de ocupação.
Quem está junto
O distrito nasce integrado aos campi da Universidade Federal de Goiás (UFG) e da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás). A reitora da PUC, Olga Ronchi, afirmou que o projeto põe “inovação, ciência e tecnologia a serviço da vida e da humanidade”. A sub-reitora da UFG, Camila Cardoso, disse que o distrito “vai trazer os olhares para a nossa potência enquanto pessoas de formação e de desenvolvimento de ciência e tecnologia”.
Recursos e empregos
O investimento total é de mais de R$ 300 milhões. Desse valor, R$ 200 milhões vão para obras; R 30 milhões para PD&I; e parte dos R$ 78 milhões do Ceia-UFG reforçam o orçamento. A primeira fase projeta 1.406 postos de trabalho diretos, circulação diária de 3.273 pessoas e 1.500 bolsas de qualificação profissional.
A Semantix, listada na Nasdaq com valor de mercado de US$ 1 bilhão, será a primeira companhia do distrito. O governo espera que a presença da multinacional funcione como catalisador para novos negócios.
A aposta
Daniel Vilela afirmou que “Goiás já é referência para o mundo inteiro em IA” e que o distrito é a “janela de oportunidade para consolidar o Estado e Goiânia como o hub de inteligência artificial do Brasil e da América Latina”.
