A audiência de instrução do tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto começou nesta segunda-feira (29). O oficial responde pelo feminicídio da soldado Gisele Alves Santana, sua esposa, e por fraude processual. O caso remonta a 18 de fevereiro, quando Gisele foi encontrada morta com um tiro na cabeça no apartamento do casal, em São Paulo.
Na ocasião, o tenente-coronel estava no imóvel. Ele chamou socorro e comunicou a morte às autoridades como suicídio. O registro inicial foi posteriormente alterado para morte suspeita, depois que a investigação apontou inconsistências na versão apresentada.
A instrução
A audiência de instrução ocorre no Fórum Criminal da Barra Funda. Nesta segunda, excepcionalmente, foi conduzida de forma remota em função do regime de trabalho a distância determinado pelo TJSP durante o jogo do Brasil. Foram ouvidas duas testemunhas de acusação, entre elas o delegado responsável pelo inquérito.
A previsão é que os trabalhos durem cinco dias. O interrogatório do réu está previsto para a sexta-feira (3). Ao todo, 40 testemunhas foram listadas para depor.
A posição da família
O advogado Miguel José da Silva Junior, que atua pela família da vítima, informou que a fase de instrução tem consolidado a tese de feminicídio.
“Está se comprovando que, realmente, estamos diante de um feminicídio e não de um suicídio, tese desde o início aventada pela família”, declarou em suas redes sociais.
