A Polícia Civil de Goiás deflagrou, nas primeiras horas desta sexta-feira (8), a Operação Retorno Seguro. A ofensiva visa desarticular um grupo vinculado à torcida organizada Esquadrão Vilanovense – 20º Comando, suspeito de planejar e executar ataques violentos contra torcedores do Goiás Esporte Clube na Região Metropolitana de Goiânia.
Ao todo, os agentes cumprem oito ordens judiciais, divididas em três mandados de prisão e cinco de busca e apreensão. As diligências ocorrem simultaneamente em Goiânia, Aparecida de Goiânia e Brasília (DF), contando com o suporte técnico da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).
Investigação e o crime de março
O foco da operação é um episódio de violência registrado no dia 15 de março deste ano, no Setor Aeroporto Sul, em Aparecida de Goiânia. Segundo o inquérito conduzido pelo Grupo Especial de Proteção ao Torcedor (GEPROT), unidade ligada à Delegacia Estadual de Investigações Criminais (DEIC), os suspeitos teriam se deslocado estrategicamente até o local para interceptar torcedores rivais.
As vítimas retornavam da final do Campeonato Goiano quando foram surpreendidas pela emboscada. A investigação aponta que a ação foi coordenada e teve como motivação a rivalidade entre as agremiações, resultando em agressões e riscos à segurança pública de quem transitava pela região.
Foco na segurança esportiva
A Operação Retorno Seguro marca mais uma etapa no monitoramento de grupos radicais infiltrados em torcidas organizadas no estado. O trabalho da delegacia especializada busca isolar elementos violentos e garantir que o trajeto de ida e volta dos estádios não seja cenário de confrontos.
Os detidos nesta manhã devem responder por crimes que podem incluir associação criminosa e lesão corporal, a depender da participação individualizada no ataque de março. O material apreendido nos cinco endereços passará por perícia para identificar outros possíveis envolvidos e novos planos de ataques que poderiam estar em desenvolvimento.




