O STF começou a julgar nesta quarta-feira (8) as ações que definem o modelo da eleição para governador do Rio de Janeiro. Os ministros Cristiano Zanin e Luiz Fux votaram, mas Flávio Dino pediu vista na quinta (9), adiando a decisão. André Mendonça antecipou seu voto, acompanhando o entendimento de que a escolha deve recair sobre o presidente da Alerj.
Zanin votou pela eleição direta; Fux, pela indireta (deputados estaduais escolhendo um presidente interino). Ambos concordaram com o prazo de desincompatibilização de 24 horas. Zanin defendeu voto aberto na Assembleia; Fux aceitou o voto secreto previsto na lei estadual.
Flávio Dino pediu vista para aguardar a publicação do acórdão do TSE sobre a cassação de Cláudio Castro, que renunciou em 23 de março. Dino quer saber se o TSE reconheceu a renúncia como legítima. Até lá, ele defende que o presidente do TJ-RJ, Ricardo Couto, permaneça no cargo. A ministra Cármen Lúcia, presidente do TSE, afirmou que o acórdão sairá em breve.
O Rio está sem vice-governador desde maio de 2025 (Thiago Pampolha deixou o cargo para o TCE-RJ). O então presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, teve o mandato cassado e foi preso novamente no fim de março. Por isso, o presidente do TJ-RJ assumiu interinamente o governo.
