O motorista de aplicativo Gabriel Vieira de Moraes levou 14 pontos na cabeça após um policial militar o agredir com coronhadas na porta de um festival de música eletrônica em Pirenópolis. O caso ocorreu no domingo (5), na Pedreira Usina Velha, após o segundo dia do evento. A Polícia Civil prendeu o suspeito, Hudson Henrique de Oliveira, mas ele pagou fiança e foi solto. Um segundo motorista também sofreu agressões no rosto. Uma testemunha filmou as agressões.
Gabriel contou que não entende o motivo da violência. “Simplesmente chegaram dando coronhada. Não falaram nada sobre o que eu estava fazendo. Eu perguntei, mas nada. Simplesmente me agrediram sem motivo”, afirmou.
Ele também relatou que os agressores apontaram uma arma para ele e para um amigo. “Quando fui em direção ao meu carro, eles estavam dentro do carro de um amigo meu, com arma apontada para ele. Quando me viram, já apontaram para mim. E quando entrei no meu carro, começaram as agressões.”
O delegado Tibério Martins Cardoso informou que outros homens participaram das agressões, mas a polícia ainda não os identificou. A defesa do policial não foi localizada. O delegado explicou que o policial alegou ter agredido o motorista porque o carro bloqueava o trânsito. “Ele alega que o veículo do motorista de aplicativo impedia o trânsito na rodovia. Aí ele foi lá e começou a confusão porque queria que o cara tirasse o veículo.”
A Polícia Militar de Goiás afirmou que o militar não estava em serviço e que instaurará procedimentos administrativos. Os organizadores do festival não responderam aos contatos da reportagem.
