A FIFA investirá US$ 800 milhões (R$ 4,2 bilhões) na Copa do Mundo feminina de 2027, que o Brasil realizará entre 24 de junho e 25 de julho. O valor é o dobro do que a entidade gastou na edição anterior, na Austrália e Nova Zelândia.
Desse total, US$ 344 milhões (R$ 1,8 bilhão) irão para “contribuições ao futebol feminino“, segundo o relatório anual divulgado nesta quinta-feira após reunião do Conselho da FIFA, em Zurique.
A competição, que terá 32 seleções, é o principal torneio da Fifa em 2027 e a maior fonte da receita orçada de US$ 1,2 bilhão (R$ 6,3 bilhões) para o ano. A federação espera arrecadar US$ 70 milhões (R$ 367 milhões) com licenciamento, um recorde para Copas femininas.
O Conselho da FIFA também decidiu que definirá até o fim do ano, em congresso extraordinário, as sedes das Copas de 2031 e 2035, ambas com 48 seleções. Para 2031, a candidatura única é de Estados Unidos, México, Costa Rica e Jamaica. Para 2035, a provável sede é uma candidatura conjunta de Inglaterra, Escócia, Irlanda do Norte e País de Gales.
O relatório projeta receitas de US$ 14 bilhões (R$ 73 bilhões) no ciclo 2027-2030, dos quais 26% já estão contratados. A FIFA promete investir US$ 13,9 bilhões (R$ 73 bilhões) no período.
A Copa de 2030, que seis países (Espanha, Portugal, Marrocos, Argentina, Uruguai e Paraguai) sediarão, receberá US$ 3,3 bilhões (R$ 17,3 bilhões). A Copa do Mundo de Clubes de 2029, ainda sem sede (o Brasil deseja recebê-la), tem previsão de US$ 2,2 bilhões (R$ 12 bilhões). A edição de 2025, nos EUA, impulsionou as contas: a Fifa arrecadou US$ 2,6 bilhões (R$ 13,6 bilhões), quase 10% acima do orçado.




