A Polícia Civil de Goiás (PCGO), por meio da Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH), confirmou nesta sexta-feira (20) a prisão de dois homens suspeitos de envolvimento no assassinato de Nilson Evangelista Gonçalves. O homem de 54 anos, que trabalhava em uma pamonharia da capital, estava desaparecido desde o dia 7 de fevereiro. O corpo da vítima foi localizado enterrado em uma área de mata em Goiânia.
Mudança na linha de investigação

O caso de Nilson Evangelista começou a ser apurado inicialmente pelo Grupo de Investigação de Desaparecidos (GID), após o registro de seu sumiço no Setor Residencial Itaipu. No entanto, o decorrer das diligências preliminares apontou que não se tratava de um afastamento voluntário. Diante de indícios de violência e ocultação de cadáver, o inquérito foi transferido para a DIH, unidade especializada em crimes contra a vida.
Segundo as investigações, a vítima foi retirada de sua própria residência sob violência. Os criminosos utilizaram um veículo para o transporte de Nilson, automóvel que já foi localizado e apreendido pelas autoridades. Dentro do carro, peritos criminais encontraram vestígios biológicos e impressões digitais que estão sendo analisados para confirmar a participação direta dos detidos no crime.
Prisões e localização do corpo
A operação policial ocorreu em duas etapas. No último sábado (14), o primeiro suspeito foi detido durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão. Já o segundo envolvido foi capturado hoje, no município de Goianira, na Região Metropolitana de Goiânia, onde tentava se esconder das autoridades.

A localização do corpo foi possível após o avanço dos interrogatórios e diligências de campo. Nilson foi enterrado em uma região de mata densa na capital. Testemunhas ouvidas pela polícia relataram que houve tentativas de supressão de provas por parte dos investigados, incluindo ameaças e o esforço para apagar imagens de câmeras de segurança que pudessem registrar a dinâmica do homicídio.
Próximos passos do inquérito
Com a prisão temporária dos dois suspeitos e a localização da vítima, a Polícia Civil agora busca esclarecer a motivação do crime. O material genético coletado no veículo passará por exames técnicos complementares. A investigação continua para identificar se houve a participação de outras pessoas no planejamento ou na execução do homicídio qualificado.
Os detidos permanecem à disposição do Poder Judiciário e devem responder pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver. O laudo do Instituto Médico Legal (IML) deve apontar a causa exata da morte nos próximos dias.








