O Diretório Estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) em Goiás confirmou, por meio de nota oficial assinada pela presidenta da legenda no estado, Adriana Accorsi, que o partido terá uma candidatura própria para a disputa ao Palácio das Esmeraldas. A decisão marca o início da organização da sigla para o próximo pleito majoritário.
Segundo o comunicado emitido na última sexta-feira (6), a definição do nome que representará o PT na corrida sucessória estadual será o primeiro passo de uma estratégia mais ampla. Uma vez escolhido o pré-candidato, a legenda pretende abrir diálogos com outros partidos que compõem a chamada frente progressista. O objetivo é discutir a composição da chapa, oferecendo espaço para que as siglas aliadas apresentem nomes para as vagas de vice-governador e para a disputa ao Senado Federal.
Veto a Marconi Perillo segue diretriz nacional
Um dos pontos de maior destaque no anúncio feito por Adriana Accorsi é a posição categórica em relação a possíveis alianças com o ex-governador Marconi Perillo. De acordo com o diretório estadual, não há qualquer possibilidade de negociação ou composição com o político. A nota ressalta que essa postura não é apenas uma decisão local, mas segue uma orientação direta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da direção nacional do PT e do Grupo de Trabalho Nacional da sigla.
A exclusão de Perillo do arco de alianças petistas em Goiás reforça a estratégia de nacionalização da disputa, buscando manter o alinhamento total entre as decisões tomadas em Brasília e as articulações regionais. Historicamente, PT e o grupo político liderado pelo ex-governador ocuparam campos opostos na política estadual, e a manutenção desse distanciamento parece ser peça-chave para a coesão interna do partido em 2026.
Próximos passos e articulações
Com a confirmação da candidatura própria, as atenções se voltam agora para os nomes internos que podem encabeçar a chapa. A deputada federal Adriana Accorsi, que assina o comunicado, é frequentemente citada como uma das principais lideranças para o posto, dado seu desempenho em pleitos anteriores.
A articulação com a federação e partidos aliados será o próximo desafio, buscando consolidar uma base que ofereça sustentação ao projeto petista no estado, que historicamente enfrenta resistência em setores do agronegócio e em redutos mais conservadores de Goiás.
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