O mistério sobre o paradeiro da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, ganhou um novo e sombrio capítulo nesta terça-feira (20). A investigação da Polícia Civil de Goiás (PCGO) agora cruza as últimas imagens de Daiane no subsolo de seu condomínio, em Caldas Novas, com um depoimento contundente gravado por ela meses antes de sumir, detalhando uma rotina de medo.
O último registro
A cronologia do caso aponta para a noite de 17 de dezembro como o ponto de ruptura. Naquela data, Daiane registrou em vídeo o corte da energia elétrica de seu apartamento. As câmeras do elevador mostram a corretora descendo sozinha ao subsolo — local que abriga o quadro geral de eletricidade e a garagem.
Embora tenha tentado iniciar uma nova gravação ao chegar no pavimento inferior, o arquivo nunca foi concluído ou enviado. Desde então, o rastro da corretora desaparece. A quebra do sigilo bancário, já autorizada e executada, confirma o alerta: nenhuma movimentação financeira foi registrada em nome de Daiane desde o dia 17, indicando uma interrupção abrupta de sua rotina.
Agressões em agosto
Para entender o que pode ter ocorrido naquela noite, a Polícia Civil anexou ao inquérito um depoimento oficial de Daiane prestado em agosto de 2025. No vídeo, obtido pela reportagem, a corretora narra uma escalada de violência e perseguição envolvendo o então síndico do edifício.
Segundo o relato, o que começou como uma divergência administrativa sobre a gestão do condomínio evoluiu para atos de intimidação, como o corte deliberado de água e o bloqueio de acesso a áreas comuns.
“Quando fui subir junto com ele, constatei que o registro estava fechado. Comecei a filmar, e ele me deu um soco, uma cotovelada no rosto. Meu celular e meus óculos caíram”, detalhou a corretora à época das agressões físicas.
Investigação em curso
O histórico de animosidade agora é uma das principais linhas de apuração. A PCGO segue analisando o sistema de monitoramento e ouvindo testemunhas para identificar possíveis falhas ou pontos cegos no subsolo que possam explicar o sumiço.
- Ponto focal: A polícia busca entender se o corte de energia no dia 17 foi um “isca” para atrair a vítima ao subsolo.









