A greve dos médicos credenciados que atuam na rede pública de Goiânia continua nesta quarta-feira (14) e mantém suspensos os atendimentos eletivos em diversas unidades de saúde da capital. O movimento começou na terça-feira (13) e, até o momento, não há definição de prazo para encerramento.
De acordo com o Sindicato dos Médicos de Goiás (Simego), a paralisação foi motivada por insatisfação com a remuneração e pelas condições de trabalho enfrentadas pelos profissionais. A entidade afirma que houve redução salarial e ausência de avanços nas negociações com a gestão municipal. Segundo o sindicato, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) foi procurada formalmente mais de uma vez, mas não apresentou proposta ou sinalização de diálogo.
A presidente do Simego, Franscine Leão, informou que a categoria permanece em assembleia permanente e avalia diariamente os impactos do movimento. Ainda assim, a orientação é manter a suspensão dos atendimentos eletivos até que haja abertura para negociação. Serviços de urgência e emergência seguem funcionando, conforme determina a legislação.
Além dos médicos, outros profissionais de saúde também aderiram à paralisação. O Sindicato dos Trabalhadores do Sistema de Saúde de Goiás (SindSaúde) informou que trabalhadores credenciados protestam contra salários que estariam em atraso desde novembro do ano passado, além de apontarem problemas estruturais e falta de insumos em algumas unidades. O sindicato não divulgou a lista completa de unidades afetadas, mas confirmou que há restrições no funcionamento da rede.
Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia afirmou que os valores pagos nos plantões médicos estão compatíveis com a realidade do mercado local, com base em estudos orçamentários. A pasta também informou que os pagamentos seguem o cronograma previsto, com prazo até o 20º dia do mês subsequente, e negou atrasos. Sobre a falta de insumos, a SMS declarou que, ao longo de 2025, adquiriu mais de 200 tipos de medicamentos e materiais para recompor os estoques da rede.
Enquanto não há avanço nas negociações, pacientes que dependem de consultas e procedimentos eletivos seguem sendo os principais impactados pela paralisação.









