Recentemente, o governador Ronaldo Caiado (União Brasil) manifestou-se de forma favorável a uma possível candidatura da atual secretária de Estado da Educação, Fátima Gavioli, ao cargo de deputada federal. Em sua análise, o chefe do Executivo goiano pontuou que o perfil técnico e a postura incisiva da secretária são atributos compatíveis com as exigências do Parlamento brasileiro.
Caiado ressaltou o estilo de gestão de Gavioli, descrevendo-a como uma figura direta e focada em resultados. Segundo o governador, a clareza nas decisões administrativas — o que ele definiu como a capacidade de ser objetiva entre o “posso” e o “não posso” — é uma característica essencial para a construção política e para quem deseja submeter o nome ao crivo do eleitorado.
Trajetória e desafios institucionais
Natural do Paraná, Fátima Gavioli construiu sua base profissional em Rondônia, onde também atuou como docente e gestora da pasta de Educação. Sua chegada a Goiás, em 2019, ocorreu sob o convite direto de Ronaldo Caiado, em um movimento que buscou trazer um nome de projeção nacional para o setor pedagógico do estado. No entanto, o início de sua transição não foi isento de resistências.
O governador relembrou que, no período de sua posse, a secretária enfrentou episódios de preconceito e críticas externas. De acordo com o gestor, o desempenho apresentado ao longo dos últimos anos serviu como contraponto aos questionamentos iniciais, consolidando a secretária como uma peça estratégica dentro do primeiro escalão do governo estadual.
Desempenho educacional e autonomia política
Um dos principais argumentos utilizados para chancelar a possível movimentação eleitoral de Gavioli reside nos índices educacionais de Goiás. O estado tem figurado em posições de destaque nos rankings nacionais, competindo diretamente com unidades federativas tradicionalmente fortes no setor, como Espírito Santo, Ceará e São Paulo.
Embora o apoio de Caiado seja evidente, o governador fez questão de enfatizar que a viabilidade de uma candidatura não deve ser lida apenas como um “apadrinhamento”, mas como resultado de “luz própria” e entrega de resultados. Para o gestor, o espaço na política nacional deve ser ocupado por nomes que já demonstraram capacidade de contribuição efetiva para o desenvolvimento do país, independentemente da origem regional.








