Emicida, um dos maiores rappers do brasil, e seu irmão e ex-empresário, Evandro Fióti, estão no centro de uma enorme disputa judicial que envolve acusações de desvio de mais de R$ 6 milhões da empresa Laboratório Fantasma, que ambos cofundaram e administraram por 16 anos.
O caso ficou conhecido após o anúncio do término da parceria profissional entre os irmãos, em março de 2025.
Origem
Tudo começou quando, em novembro de 2024, Emicida pediu a saída de Fióti da sociedade. A formalização da saída ocorreu em dezembro, mas Evandro alega que os termos do acordo não foram cumpridos. Em 2025, Emicida revogou uma procuração que dava a Evandro acesso às contas da empresa, o que resultou em um processo no qual Fióti alega ter sido excluído da gestão sem que fosse consultado.
Já nesta semana, Emicida acusou Fióti de desviar R$ 6 milhões da conta bancária da Lab Fantasma. A acusação veio à tona em resposta a um processo movido por Fióti, que buscava impedir decisões unilaterais de Emicida sobre a empresa.
Segundo a defesa do rapper, as transferências teriam ocorrido entre junho de 2024 e fevereiro de 2025, da conta corporativa da Lab Fantasma para a conta pessoal do irmão.
Processo
Evandro nega as acusações, afirmando que nunca desviou qualquer valor da empresa que tinha com Emicida e que todas as movimentações financeiras durante sua gestão foram transparentes. Ele também destaca que a administração da empresa sempre foi conjunta, com divisão igualitária de ativos e decisões.
A defesa de Fióti sustenta que os valores recebidos por ele estavam de acordo com a distribuição de lucros da empresa e que os recursos movimentados em 2025 foram divididos igualmente entre os irmãos, conforme um acordo prévio. No entanto, a defesa não apresentou justificativa para os R$ 4 milhões movimentados entre junho e julho de 2024.