A primeira edição do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) revelou um novo panorama para o ensino superior em Goiás. Os dados divulgados nesta segunda-feira (19/1) pelo Ministério da Educação (MEC) colocam a Universidade Estadual de Goiás (UEG) no topo do ranking estadual. O curso da unidade de Itumbiara alcançou a maior média percentual de proficiência entre todas as instituições goianas avaliadas, consolidando-se como referência no estado.
Com um índice de 88,9%, a UEG obteve o conceito 4 na avaliação, superando instituições tradicionais. Logo atrás no ranking aparecem a Universidade Federal de Goiás (UFG), com 84,7%, e a Universidade Federal de Jataí (UFJ), com 84,4%. O desempenho coloca a universidade estadual não apenas na liderança regional, mas também em um grupo seleto de cursos de excelência em nível nacional.
O Enamed é uma ferramenta nova do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) voltada exclusivamente para medir a qualidade dos processos formativos e o desempenho dos estudantes de Medicina. No total, o MEC avaliou 351 cursos em todo o país. O cenário nacional preocupa em alguns pontos, já que 107 graduações receberam conceitos 1 e 2, o que exige medidas imediatas de supervisão por parte do governo federal.

O resultado da UEG ganha destaque por se tratar de um curso relativamente novo, com a primeira turma iniciada no primeiro semestre de 2019. Para atingir o patamar de qualidade registrado pelo Inep, a instituição investiu em concursos para docentes e técnicos, além da estruturação de laboratórios com simuladores e parcerias com a rede pública e privada para o internato médico.
Enquanto as cinco primeiras colocadas em Goiás mantiveram o conceito 4, outras instituições apresentaram desempenhos inferiores. A Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO) registrou conceito 3, com 65,7% de média. Já na base da pirâmide, unidades de Rio Verde, Aparecida de Goiânia e Itumbiara (privada) ficaram com conceitos entre 1 e 2, entrando no radar de monitoramento do MEC para ajustes na formação dos futuros médicos.










