O senador Wilder Morais é o nome do PL tido como natural para o governo em 2026 representando a direita bolsonarista, em Goiás. O restante da direita é disputado pelo vice-governador Daniel Vilela, do MDB, que está colado no governador Ronaldo Caiado, de quem deve herdar o governo e o apoio ano que vem, e ir à reeleição.
Um xadrez cheio de nuances. Caiado voltou a trocar afagos com Bolsonaro. Disse que o ex-presidente não está fora do jogo e, como ele, defende a anistia aos condenador pela trama golpista de 8 de janeiro. Mas isso não quer dizer alinhamento. Ambos são pré-candidatos a presidente, apesar da inelegibilidade de Bolsonaro.
Em questão está um possível apoio de Bolsonaro a Caiado. Ou não. E o interesse estratégico de Caiado em não perder a ala bolsonarista do Estado para seu projeto e o de Daniel. O vice, na semana passada. renegou apoio de petistas à sua provável reeleição mirando não perder já o apoio dos bolsonaristas. Ganhou tempo.
Wilder tem Bolsonaro e essa incógnita em relação a direita goiana para administrar. E tem o colega de partido, vereador goianiense Vitor Hugo, considerado amigo do peito do ex-presidente e que mostra tendência de apoio a Daniel. A Vitor Hugo interessa a vaga de candidato a senador. E, ao que parece, a Bolsonaro também, dada a conhecida estratégia de ocupar o Senado para, lá, aprovar as mudanças estratégicas que planejam.
Os fatos, portanto, não são por ora favoráveis a Wilder. Não quer dizer que ele esteja fora do jogo, ou que não conseguirá superá-los. Apenas que a estrada para Daniel está asfaltada, enquanto, para ele, está em chão puro. Talvez seja isso que explique sua imersão neste momento. Mas pode ser apenas aquele experiente boleiro que joga parado, aguardando o campo clarear. Todavia perdendo prefeitos justamente para… o União Brasil e o projeto de Daniel Vilela.